A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou a criação de uma zona marítima restrita que deverá partir da região de Chabahar e alcançar áreas do Golfo de Omã e do Mar Arábico. Segundo um porta-voz da força iraniana, embarcações que entrarem na região estarão sujeitas a sanções.
As coordenadas exatas da área ainda não foram divulgadas. A medida ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e representa uma ampliação das restrições anunciadas por Teerã para áreas próximas às principais rotas marítimas da região.
Navios poderão sofrer restrições
De acordo com o porta-voz da IRGC, embarcações que desrespeitarem a determinação poderão perder o acesso a serviços marítimos, seguros e suporte logístico. As restrições também poderiam afetar futuras passagens desses navios pelo Estreito de Ormuz.
A criação da nova zona havia sido antecipada por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Ele afirmou que Teerã estabeleceria, nos dias seguintes, uma área marítima restrita fora do Estreito de Ormuz.
Irã ameaça ampliar retaliações
Além do anúncio sobre a zona marítima, o representante da Guarda Revolucionária afirmou que o Irã pretende aumentar a intensidade de suas retaliações diante de eventuais ataques.
“Chegamos a um ponto em que, se o inimigo atingir dois ou três alvos nossos, responderemos de forma contundente contra 20 alvos”, declarou o porta-voz.
A declaração ocorre em um cenário de crescente tensão envolvendo o Irã e Israel, com Teerã sinalizando que poderá ampliar sua resposta caso novas ações militares sejam realizadas contra seus interesses.
Condições apresentadas por Teerã
Segundo o porta-voz da IRGC, o encerramento das hostilidades dependeria do cumprimento de uma série de condições estabelecidas pelo governo iraniano.
Entre elas estão a retirada das forças israelenses do Líbano, o fim do que Teerã chama de “cerco” ao Iêmen, a liberação de US$ 24 bilhões em ativos iranianos bloqueados e o fim das interferências sobre os programas nuclear e de mísseis do país.
Até que as coordenadas da nova área sejam oficialmente divulgadas, ainda não é possível determinar com precisão quais rotas marítimas e quais embarcações poderão ser diretamente afetadas pela medida.


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