Com ventos de até 16 km/h e chuvinha gelada, quinta-feira (29) marca a menor temperatura da primeira grande friagem de 2025 e o início da transição para o período de estiagem na região amazônica.
A cidade de Boca do Acre, amanheceu nesta quinta-feira (29) sob o efeito de uma intensa frente fria que surpreendeu moradores com uma sensação térmica de apenas 16°C — um verdadeiro “clima polar” para os padrões da região amazônica. Os dados são da Estação de Superfície Automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que confirmou que essa deve ser a menor temperatura registrada na primeira grande friagem de 2025.
O amanhecer foi marcado por uma leve chuvinha gelada e ventos com rajadas de até 16 km/h, o que colaborou para aumentar a sensação de frio. Apesar dos ventos não serem considerados intensos, eles contribuíram significativamente para o desconforto térmico, especialmente nas primeiras horas do dia.
Segundo os meteorologistas, essa friagem marca uma mudança importante no ciclo climático amazônico: o fim do período chuvoso e o início da estiagem. Tradicionalmente, o auge da seca ocorre entre os meses de julho, agosto e setembro, quando os rios atingem níveis críticos e aumentam os riscos de queimadas e dificuldades de navegação.
Na Amazônia, a chegada de uma frente fria é fenômeno relativamente raro, mas recorrente entre maio e julho, quando massas de ar polar vindas do sul do continente conseguem avançar até as regiões mais setentrionais. Em Boca do Acre, essas friagens são acompanhadas de mudanças bruscas de temperatura e provocam alterações no cotidiano das populações locais, que não estão acostumadas com o frio.
“Essa friagem deve durar alguns dias, com manhãs frias e tardes mais amenas. A tendência é que as temperaturas comecem a subir gradualmente a partir do fim de semana”, explica o climatologista do Inmet, Ricardo Alves.



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