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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Erika Hilton nega transfobia e diz que Lula não a chamou de “ele” durante evento no Rio

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se manifestou nesta segunda-feira (19) para desmentir informações que circularam nas redes sociais afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria se referido a ela utilizando o pronome masculino durante um evento no Rio de Janeiro. Segundo a parlamentar, o conteúdo que viralizou é fake news.

“Não, o presidente Lula não me chamou de ‘ele’ durante um evento no Rio de Janeiro. Porque eu literalmente não estava nesse evento. Há dias estou no interior de São Paulo. E Lula estava conversando com uma pessoa da plateia. Eu não sou a única mulher chamada Erika do mundo”, afirmou a deputada em publicação nas redes sociais.

O episódio ocorreu durante a cerimônia em comemoração aos 90 anos do salário mínimo, realizada na Casa da Moeda, na última sexta-feira (16). No discurso, Lula alertava sobre o uso indevido da inteligência artificial para a produção de conteúdos pornográficos envolvendo mulheres e crianças, quando mencionou uma pessoa chamada “Erika” que estava na plateia.

No trecho do discurso que gerou controvérsia, o presidente disse: “É capaz de tirar uma foto da Erika, vestidinha do jeito que ele está, com a perna cruzada, e amanhã aparecer no celular a Erika sentada pelada aqui”. A fala foi recortada e compartilhada fora de contexto, gerando acusações de transfobia.

A deputada estadual Elika Takimoto (PT-RJ) também se manifestou e esclareceu que Lula se referia a ela. “Erika Hilton não estava no evento. Eu estava de frente para ele, e a fala foi direcionada a mim”, explicou.

Veja o vídeo:

Diante da repercussão, Erika Hilton informou que denunciou à Advocacia-Geral da União (AGU) os perfis responsáveis por disseminar o vídeo descontextualizado. Segundo ela, políticos, influenciadores, jornalistas e páginas de notícias participaram da propagação da informação falsa.

“Eu sequer estava no evento, e Lula se dirigia explicitamente à deputada estadual Elika Takimoto, uma mulher cis, enquanto discursava contra a produção de pornografia sem consentimento por inteligências artificiais”, reforçou.

A parlamentar alertou ainda que usuários comuns que compartilharam o conteúdo também podem responder judicialmente. “Os responsáveis por influenciar essas publicações têm recursos e advogados. Já os usuários comuns precisam entender como funciona a Defensoria Pública”, afirmou.

Em tom duro, Erika Hilton criticou quem ajudou a espalhar a fake news. “Vocês foram os burros da história”, escreveu, ao responsabilizar lideranças políticas e comunicadores pela desinformação.

Com informações do ND Mais