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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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Em protesto com interdição de via, profissionais pedem fim da obrigatoriedade de mototaxímetro

Em protesto com interdição de uma via de Rio Branco realizado na terça-feira, 13, um grupo de mototaxistas cobrou da Prefeitura de Rio Branco que o uso do mototaxímetro não seja obrigatório na capital. Durante o ato, diversos profissionais fecharam a rua Vinte e Quatro de Janeiro por cerca de 40 minutos, o que ocasionou uma certa lentidão no trânsito na região central da cidade.

Representante do movimento, Cleildon Silva, falou que a reivindicação foi motivada pelo alto custo do aparelho, que traria prejuízos aos trabalhadores. Eles pediram que seja feita uma alteração na portaria que implanta o uso do aparelho. Ela foi publicada pela primeira vez em 2017 e dava um prazo de 180 dias para regularização. O prazo foi estendido duas vezes e acaba em outubro.

“O mototaxímetro está na lei municipal como obrigatório e até aí não vejo problema. A questão é o alto custo, que não cabe no bolso do mototaxista. E a lei diz que só pode renovar a permissão se tiver com o mototaxímetro”, disse Silva. Ele afirmou que o custo do aparelho é, em média, de R$ 950 mais uma taxa do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), além do valor para a instalação do equipamento que corresponde a mais de R$ 1 mil de custos.

“E ele não tem qualidade. É mais caro que os aplicativos. E a reivindicação é que tire isso da lei. Quem comprou que continue usando para não ficar no prejuízo”, declarou o representante. De acordo com ele, um grupo de vereadores se reuniu com os protestantes e durante a conversa os parlamentares municipais se comprometeram a protocolar uma proposta para atender as cobranças.

Presidente do Sindicato dos Mototaxistas (Sindmoto), Luiz Araújo, informou que dos 638 mototaxistas permissionários em Rio Branco, 450 já aderiram ao aparelho. Ele defendeu o uso. “No momento, a gente está pensando no cliente, em trazer transparência. Porque já imaginou, você pega uma corrida que custa R$ 10, mas se vai no mototaxímetro custar R$ 7, por exemplo, quem perde é o cliente. Então queremos dar garantia ao cliente porque é ele quem paga as contas”.

O prazo final para que todos os mototaxistas estejam atuando com o aparelho é o mês de outubro, quando todas as permissões devem estar com o equipamento. “Eles querem tirar definitivamente. Mas já tive na Câmara, na Prefeitura e também na promotoria de Defesa do Consumidor e todos são contra a retirada do aparelho”, declarou o presidente do sindicato que representa a classe.