Rio Branco
20°C
sexta-feira, 26 de junho de 2026
03:12

Em coletiva, Gladson apresenta parte do secretariado e promete cortar cargos

Em coletiva, Gladson apresenta parte do secretariado e promete cortar cargos

Governador eleito destacou que os desafios são ‘imensos’

O governador eleito Gladson Cameli concedeu uma entrevista coletiva na tarde de sexta-feira (23) no quintal do escritório político do gabinete dele enquanto ainda senador. Em uma conversa improvisada, com a presença dos políticos eleitos e derrotados na última eleição, o futuro chefe do Estado pouco acrescentou ao que já se sabia ou se especulava.

Gladson justificou a ausência do vice, deputado federal Major Rocha (PSDB), com quem disse ter uma excelente relação: “Há pouco eu tive uma excelente conversa com o meu vice e ele mandou um abraço para todos e só não participou desta entrevista por ainda estar em Brasília”.

Sobre as especulações sobre o seu secretariado, o futuro governador afirmou: “Todos os dias colocam nomes para o secretariado, mas quem nomeia sou eu dentro do contexto dos 11 partidos que compõem a nossa coligação. Com o relatório do TCE, nossa equipe econômica agora vai se debruçar”, destacou o governador eleito.

Assim, o foco central da entrevista foi em tentar apaziguar as especulações, mas os cargos confirmados têm pouca ou nenhuma ressonância junto à população, exceto o titular da Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre), que foi entregue à família Bestene.

Muitas secretarias e despesas

Sobre a nova estrutura de governo, Gladson destacou que não dá para conviver com cerca de 60 secretarias, autarquias, empresas públicas e fundações e que estas vão ser enxugadas para um número entre 12 e 16. Mas ele ainda não disse quais desses órgãos ou secretarias vão ser extintos ou fundidos.

Se dizendo muito preocupado com as finanças do Estado, Gladson destacou que ainda vai precisar dos estudos que vão ser realizados pela equipe econômica de seu governo, pois ainda não se tem certeza do tamanho dos compromissos financeiros a serem enfrentados a partir de primeiro de janeiro.

Contudo, o futuro governador disse que nem mesmo o gabinete militar, responsável pela proteção ao governador vai ser poupado: “Minha maior proteção é Deus e vou usar apenas o que for estritamente necessário e dentro das necessidades. A polícia tem de estar é na rua, defendendo a população”.

Os futuros secretários

Casa Civil: Ribamar Trindade, já é coordenador da equipe de transição;

Secretaria de Estado da Gestão Administrativa (SGA): Maria Alice;

Fazenda, indústria e Tecnologia (fusão de secretarias): Semíramis Maria de Plácido Dias;

Cultura e Esportes: Mario Sergio Ferreira da Cruz;

Planejamento: Rafael Bastos;

Habitação: Thiago Caetano;

Comunicação: Silvânia Pinheiro;

Inclusão Social: Ana Paula Cameli (1ª Dama);

Secretaria de Turismo e Empreendedorismo (outra fusão): Eliane Sinhasique;

Agropecuária: A ser indicado pelo senador Sérgio Petecão (outra possível fusão).

Outros nomes só depois

Os demais nomes e para as respectivas secretarias e cargos somente vão ser anunciados após um estudo prévio a ser realizado pelas futuras titulares da Secretaria de Estado da Gestão Administrativa (SGA) e Fazenda

Mas o governador eleito ameaçou os futuros gestores do Estado: “Eles vão ter carta branca para agirem e trabalharem, mas precisam mostrar serviço, pois a mesma caneta que nomeia é a que exonera”. Para o futuro chefe do Estado, o tempo de espera para os gestores mostrarem serviço é de 120 dias. Depois disso serão trocados por outros caso não apresentem resultados.

Procurador não quis a Segurança

O nome do futuro secretário de segurança ainda vai demorar um pouco, pois o procurador de Justiça indicado para o cargo, João Pires, alegou problemas familiares para não assumir o cargo.

“Mas, como medida prévia, já estamos em contato com os comandantes do Exército em nosso Estado para estes nos apoiarem em uma ação de combate à criminalidade crescente e que vem apavorando nosso povo. Eu tenho compromisso com a população do meu Estado”, destacou.

Abacaxi para ser descascado

Apesar de repisar o fato de somente ser governador do Estado a partir do dia primeiro de janeiro, Gladson destacou já ter uma ideia do tamanho do abacaxi que vai ter de descascar à partir dos primeiros dias do mandato.

“O desafio é grande, mas eu estou preparado e para isso fui eleito governador do Estado. Eu só peço paciência de alguns dias para a nossa população, pois este rapaz de 40 anos está pronto para governar”, ressaltou.

O governador eleito destacou ser preciso cortar muitos gastos: “A economia do estado está preocupante, mas no próximo ano vamos investir pesado no agronegócio. E já temos notícias de empresas do sul do país que querem investir no Estado, inclusive com a reativação e produção plena da Alcoobrás”.

secretariado