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sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Eleições: no Acre, 56% do eleitorado rejeita voto para Jair Bolsonaro em 2022

O presidente Jair Bolsonaro teve seu melhor desempenho no 2º turno da eleição de 2018 no Acre, com 77% dos votos válidos, como são chamados os já descontados brancos e nulos. Hoje, a pouco mais de um mês e meio para janeiro de 2022, quando cumpre o seu último ano de primeiro mandato tentando se arrumar num partido para concorrer à reeleição, Bolsonaro tem ao menos 56% de rejeição entre os acreanos, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 15, na Folha de São Paulo.

Estimativas realizadas pela Quaest Consultoria a partir de dados da pesquisa Genial/Quaest apontam que o governo Bolsonaro, além de ser avaliado negativamente por mais de 50% do eleitorado do Acre, apenas 19% o consideram positivo e outros 22%, regular.

À exceção da Bahia e do Pernambuco, onde ele tem mais de 60% de rejeição, todos os demais estados registraram um índice de mais de 50% de reprovação dos eleitores. Segundo a Folha, o relatório da Quaest usa a metodologia que estima opiniões de pequenos segmentos da população conhecida pela sigla em inglês MrP. Foram ouvidas 2.063 pessoas, doía dia 3 a 6 de novembro. A margem de erro varia. Em geral, os dados são mais precisos quanto maior for o universo do eleitorado do estado.

Bolsonaro é avaliado negativamente pela maioria dos eleitores de nove estados do Nordeste. Também tem avaliação negativa maior que 50% em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, e até mesmo em eleitorados do Centro-Oeste, ancorados no agronegócio, como Goiás.

A maior avaliação positiva está em Rondônia, Santa Catarina, Tocantins e Distrito Federal. Em nenhum estado, contudo, a avaliação positiva do governo Bolsonaro é maior do que a negativa.

Diretor da Quaest Pesquisas, Felipe Nunes explica que Bolsonaro tem seus principais redutos eleitorais no Sul e Centro-Oeste. Em sua maioria, são estados cujo eleitorado mais se identifica como de direita, tem renda mais alta e fortes relações com o agronegócio.

Por outro lado, a alta rejeição do governo Bolsonaro nos estados do Nordeste praticamente o inviabiliza na região, o que explica a debandada de parceiros políticos e potenciais aliados.

Ao turbinar programas sociais como o Auxílio Brasil, diz Nunes, o governo atua numa espécie de redução de danos, tentando diminuir a avaliação negativa entre o eleitorado mais pobre da região.

O Sudeste passou a ser o principal campo de batalha, mas o avanço da avaliação negativa do governo Bolsonaro na região pode afastar aliados naturais como os govenadores Claudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais.

“Hoje, o presidente mais atrapalha do que ajuda candidaturas majoritárias que tentam se aproximar dele”, explica Felipe Nunes, da Quaest. No entanto, mesmo com o avanço da avaliação negativa, o presidente tem uma base fiel e terá força para impulsionar aliados em eleições para a Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.