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terça-feira, 28 de julho de 2026
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Declaração de Neymar ajudou a adiar PL da misoginia, aponta Nikolas Ferreira

Deputado Nikolas Ferreira afirma que declaração do jogador influenciou reação pública e discussão na Câmara

Uma declaração do jogador Neymar Jr. durante partida do Santos passou a ser citada no debate político sobre o Projeto de Lei que trata da criminalização da misoginia no Brasil. Segundo o deputado federal Nikolas Ferreira, o episódio teria influenciado a repercussão pública e contribuído para o adiamento da votação da proposta na Câmara dos Deputados.

O projeto teve sua análise adiada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, e deve voltar à pauta apenas em outro momento. Para Nikolas, a fala do atleta ajudou a ampliar o debate sobre possíveis impactos da medida.

O episódio citado ocorreu após uma partida entre Santos e Remo, quando Neymar utilizou uma expressão direcionada ao árbitro Sávio Pereira Sampaio, considerada por parte do público como inadequada e alvo de críticas nas redes sociais.

De acordo com o parlamentar, situações como essa levantaram questionamentos sobre a aplicação prática da proposta. Ele argumenta que, caso o texto estivesse em vigor, declarações desse tipo poderiam ser enquadradas na legislação.

“O Neymar ainda ajudou, não é? Falou lá: está de chico. O pessoal pensou: se tivesse aprovado, ele poderia ser preso. Então, a população ficou, obviamente, contra. As pessoas sabem que isso não ajuda em nada na proteção das mulheres. O que ajuda na proteção das mulheres é aumentar a pena para crimes hediondos, mas a esquerda vai lá e vota contra. O PT e o PSol votam contra. O que ajuda a mulher? É ela ter a certeza de que o estuprador vai ficar na cadeia, não vai passar por uma audiência de custódia e depois ser solto”, declarou o parlamentar ao Metrópoles.

O tema também evidencia divergências políticas. A ex-ministra Gleisi Hoffmann e Nikolas Ferreira têm posições opostas sobre o projeto e já trocaram críticas públicas em relação à proposta.

O Projeto de Lei da misoginia prevê a inclusão de crimes motivados por discriminação contra mulheres na legislação penal, abrangendo práticas como injúria e incitação ao ódio. O texto estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

A proposta é de autoria da senadora Ana Paula Lobato, com alterações da senadora Soraya Thronicke. Após aprovação no Senado Federal, o projeto segue em análise na Câmara dos Deputados.

Até o momento, não há nova data confirmada para a votação do texto, que segue gerando debates entre parlamentares e repercussão na sociedade.

Com informações NDMais