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sábado, 22 de agosto de 2026
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Câncer de pele responderá por 31,3% dos tumores oncológicos entre 2023-2025

“A prevenção é a melhor medida para a redução da incidência do câncer de pele no Brasil”, orienta o médico oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica do doutorado em medicina da Universidade Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, e médico pesquisador honorário do Departamento de Oncologia da Universidade de Oxford, no Reino Unido. 

O câncer de pele não melanoma responderá por 31,3% do total de tumores malignos que afetam a população brasileira e é o mais incidente no país, segundo previsões do Inca (Instituto Nacional de Câncer) para o período de 2023-2025. Em números absolutos, o Sudeste vai liderar o ranking com 111.150 novos casos, seguido do Sul (46.400), Nordeste (42.800), Centro Oeste (15.840) e Norte (4.300).

“Essa é uma questão de saúde pública. Os brasileiros precisam adotar medidas de prevenção contra esse tumor”, afirma Ramon Andrade de Mello. Mesmo com baixo índice de óbitos, o câncer de pele pode causar deformações no corpo para o resto da vida. “Assim como para qualquer outro tumor oncológico, o diagnóstico precoce é fundamental para a cura da doença”, destaca o oncologista.

O uso frequente do protetor solar na pele e nos lábios, desde a infância, é fundamental para a prevenção. As pessoas devem evitar a exposição prolongada ao sol entre às 10h e 16h, bem como usar proteção para a pele como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas.  “São atitudes simples no dia a dia que vão fazer a diferença ao longo da vida”, afirma Ramon Andrade de Mello.

Entre os sintomas, o câncer de pele apresenta manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram; e feridas de difícil cicatrização em até quatro semanas. “Qualquer dúvida, o paciente deve procurar um especialista”, orienta Ramon de Mello.