Ele, que chegou no Acre para trabalhar com madeireira e fez o primeiro projeto de exploração sustentável do estado, foi taxado de ante-ambientalista e de querer rondonializar o Acre, mas hoje, até seus adversários políticos reconhecem que seu discurso de mais de 30 anos de que o poder público precisa apoiar a produção com ações efetivas, está correto. Quando prefeito de Acrelândia, Tião Bocalom chegou a apresentar um projeto de zoneamento por propriedade à ministra Marina Silva, visando realocar as famílias de agricultores familiares, de áreas impróprias para exploração agropecuárias rentáveis, para áreas rentáveis, deixando que aquelas, se regenerassem.
Depois de tantos anos lutando para melhorar a economia do Acre, incentivando o Setor Produtivo, hoje, como prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom defendeu na Conferência das Partes(do inglês, Conference of the Parties), órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), a cooperação da gestão pública para com os cuidados na mudança climática através da prática de restauração de áreas degradas, com mecanização agrícola, correção do solo com calcário e adubo, fortalecendo o trabalho das famílias da agricultura familiar. Outra ação efetiva de Bocalom é o cuidado correto com o destino final do lixo urbano, com coleta seletiva e estruturação do aterro sanitário.
Além do trabalho em Rio Branco sobre a destinação final do lixo, Bocalom, através da AMAC, do CINRESO e parcerias com o governo do Estado, está coordenando este trabalho nos outros 21 municípios do Estado. “Com o trabalho que estamos realizando em Rio Branco, juntando a educação ambiental, a mecanização agrícola e o manejo correto do lixo de fundos de quintal, conseguimos contribuir muito com a qualidade do ar em nossa capital, afinal, foram mais de 4.100 hectares de roçados e milhares de queimadas em fundos de quintal ou áreas abandonadas dentro da área urbana que deixaram de queimar. Lembro que quando o agricultor coloca fogo para queimar um hectare, normalmente, perde-se o controle e outros tantos, também se queimam. Com a mecanização, os agricultores não derrubam novas áreas de mata e nem queimam, assim, evita a fumaça que antes invadia a cidade vinda da zona rural. E com a educação ambiental à população, tiramos o lixo dos fundos dos quintais, coletamos e damos o destino correto, combatendo as queimadas urbanas.” comentou Tião Bocalom. Ele sempre defendeu que a preservação do meio ambiente deve acontecer de forma que o SER HUMANO tenha qualidade de vida e não vire escravo do meio ambiente. Bocalom fez um apelo aos representantes dos diversos países presentes na COP 30 em Belém, que quando forem mandar dinheiro pela causa Amazônia, lembrem também das famílias que ali vivem e são as verdadeiras cuidadoras das florestas. “Em muitas localidades, se uma pessoa adoece no meio da mata, tem que ser retirada em rede para viagem longa de muitos dias a pé e de canoa até a mais próxima unidade de saúde. Se morrer, o enterro acontece pelo meio do caminho mesmo. Essa informação não chega pra vocês dos grandes países financiadores das Organizações Não Governamentais (ONGs) no Brasil. Precisamos cuidar dos animais e da floresta, mas temos que cuidar principalmente do ser humabo” finalizou o prefeito.
Nesta quarta-feira 12, aconteceu na COP 30 o painel da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) que teve como objetivo destacar como a articulação entre governos locais, setor privado e sociedade civil tem produzido resultados práticos no território brasileiro para a implementação dos compromissos climáticos do país. Os prefeitos palestrantes foram o de Rio Branco, Tião Bocalom e o de João Pessoa, Cícero Lucena.
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