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sexta-feira, 28 de agosto de 2026
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Acre registra um dos piores índices de coleta e tratamento de esgoto do país

O Acre está entre os estados brasileiros com os piores indicadores de coleta e tratamento de esgoto, segundo o estudo “Avanços do Novo Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2024”, divulgado pelo Instituto Trata Brasil. O levantamento revela que apenas 0,72% do esgoto gerado no estado é tratado, colocando o Acre entre os três piores estados do país nesse quesito, junto com Rondônia e Pará, que tratam 9,83% e 8,74% do esgoto, respectivamente.

A situação do saneamento básico no Brasil é marcada por grandes desigualdades regionais, com as maiores deficiências concentradas nas regiões Norte e Nordeste. No Acre, essa precariedade se reflete diretamente na qualidade de vida da população, que enfrenta graves problemas de saúde decorrentes da falta de coleta e tratamento adequados de esgoto.

O Novo Marco Legal do Saneamento Básico estabelece metas ambiciosas para mudar essa realidade até 2033, com a exigência de que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% ao esgotamento sanitário. No entanto, os desafios são enormes, especialmente em estados como o Acre, onde a infraestrutura é insuficiente e a capacidade econômico-financeira das concessionárias de saneamento ainda é limitada.

A regularização dos contratos de saneamento e a comprovação da capacidade de investimento são passos essenciais para que esses estados possam cumprir as metas de universalização. A falta de saneamento básico afeta não apenas a saúde pública, mas também o desenvolvimento econômico, impactando setores como o turismo e a qualidade de vida das comunidades locais.

O Instituto Trata Brasil destaca que a melhoria do saneamento básico traz benefícios amplos e significativos, desde a redução de doenças até o estímulo ao crescimento econômico. No entanto, para que essas mudanças ocorram, é crucial que os estados do Norte, como o Acre, superem os desafios estruturais e financeiros que dificultam a universalização desses serviços essenciais.