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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Argentina faz o que o Brasil não fez: vence, convence e avança às quartas da Copa do Mundo

A Argentina confirmou sua classificação às quartas de final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer o Egito por 3 a 2, em uma partida marcada por emoção, polêmicas e uma atuação decisiva de Lionel Messi. Depois de sair perdendo por 2 a 0, a atual campeã mundial mostrou poder de reação e buscou uma virada nos minutos finais para seguir viva na luta pelo bicampeonato.

O Egito abriu o placar aos 15 minutos do primeiro tempo, com Yasser Ibrahim, que marcou de cabeça após cobrança de escanteio. Pouco depois, aos 21 minutos, Messi teve a oportunidade de empatar, mas desperdiçou uma cobrança de pênalti defendida pelo goleiro egípcio.

Na segunda etapa, os egípcios chegaram a ampliar o marcador em um contra-ataque, mas o lance foi anulado pelo VAR após a arbitragem identificar uma falta na origem da jogada. Apesar da frustração, o Egito voltou a marcar aos 67 minutos, quando Mostafa Zico aproveitou uma rápida troca de passes para fazer 2 a 0 e deixar a classificação muito próxima.

A reação argentina começou aos 79 minutos, quando Cristian Romero diminuiu de cabeça após cruzamento de Messi. Quatro minutos depois, aos 83, o camisa 10 marcou o gol de empate e recolocou a Argentina na partida, após ter desperdiçado uma cobrança de pênalti no primeiro tempo. Já nos acréscimos, aos 90+2, Enzo Fernández apareceu livre na área para marcar o gol da virada e garantir a classificação argentina.

O duelo ainda terminou cercado por polêmicas. Revoltado com decisões da arbitragem, o técnico do Egito, Hossam Hassan, recebeu cartão amarelo após fazer o gesto do protocolo antirracismo, alegando ter ouvido ofensas racistas durante a confusão nos minutos finais.

A classificação também escancarou a diferença de postura entre as duas maiores seleções sul-americanas neste Mundial. Enquanto a Argentina mostrou personalidade, poder de reação e competitividade mesmo diante de um cenário adverso, o Brasil foi eliminado nas oitavas de final ao perder por 2 a 1 para a Noruega, sem conseguir demonstrar a mesma intensidade e capacidade de superação.

A Seleção Brasileira apresentou um futebol apático, previsível e sem criatividade. Mesmo saindo atrás no placar, faltou agressividade, entrega e a tradicional garra que por décadas marcou a história do Brasil em Copas do Mundo. A equipe pouco ameaçou o adversário e deu a impressão de não encontrar forças para reagir, contrastando com a postura argentina, que lutou até o último minuto.

O técnico Carlo Ancelotti também virou alvo de duras críticas. As escolhas na escalação, as substituições e a falta de reação durante a partida aumentaram a insatisfação da torcida, que esperava ver um time mais competitivo. Enquanto o Brasil volta para casa cercado por questionamentos, a Argentina segue viva no torneio, liderada por Messi e por uma equipe que mostrou capacidade de superar momentos difíceis.