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sábado, 22 de agosto de 2026
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Vereador Fábio Araújo faz avaliação do mandato e pontua expectativas para o próximo ano


“Vamos fazer o melhor para os servidores da Casa e para a população de Rio Branco”. A frase é do vereador Fábio Araújo (PDT), eleito recentemente primeiro-secretário da mesa diretora da Câmara de Rio Branco para o biênio 2023/2024.


Em entrevista ao jornal Opinião, o parlamentar falou um pouco do processo de construção da chapa que saiu vitória na eleição da mesa. Além disso, fez uma avaliação da atual gestão municipal e apontou as melhorias que poderiam ser executadas a fim trazer maior qualidade de vida a população
Por fim, o vereador destacou algumas ações do mandato.

Ao longo de dois anos, Fábio Araújo apresentou 483 proposituras, sendo 422 indicações; 40 requerimentos Projetos de Lei (PL), dois Projetos de Resolução; seis Projetos de Decreto Legislativo (PDL); oito Propostas de Emenda à Lei Orgânica.


“Temos muito trabalho desenvolvido e no próximo ano não será diferente. Estaremos na linha de frente em busca do melhor ao povo de Rio Branco”, disse ele.


E para 2023, o ano será de muito trabalho, conforme destacou. “Temos um compromisso com nossa população e servidores, e certamente vamos trabalhar para o desenvolvimento do nosso município. Que fique registrado que, juntamente com o presidente Raimundo Neném, vamos fazer um bom trabalho para a população”, disse.

Confira a entrevista na íntegra:


JORNAL OPINIÃO Vereador, ainda comemorando o resultado da eleição da mesa diretora?


FÁBIO ARAÚJO – Com certeza! Foi uma articulação de um time que se uniu em busca de atender a população de Rio Branco e conseguimos sair vitoriosos dessa eleição. Apesar de interna, tivemos algumas interferências , mas com a união e articulações conseguimos chegar ao resultado desejado, e vamos fazer o melhor pela população de nossa Capital.


J.O. – Uma nova chapa surgiu poucas horas antes da votação, colocando em risco a vitória. Apesar disso o resultado foi positivo para sua chapa. Esperava uma eleição acirrada?


F. A – Isso faz parte do jogo. O importante é que a chapa estava consolidada e isso nos proporcionou a vitória. Como citei acima, foram quatro meses de articulação, onde montamos um grupo, debatemos a construção da chapa. Fomos pegos de surpresa, um dia antes da votação dois integrantes sofreram intervenção partidária e passaram a compor a chapa contrária. Apesar desse percalço, conseguimos manter o restante do grupo unido. Dos onze integrantes iniciais, nove permaneceram e ainda conseguimos depois mais um voto e isso nos deu a vitória. Chegamos a mesa e vamos fazer o melhor para os servidores da Casa e para a população de Rio Branco.


J.O. – Vereador, logo após o resultado da votação, nos bastidores da política, comentou-se que a nova composição da mesa adotaria uma postura de oposição a Prefeitura de Rio Branco. Como vocês pretendem conduzir o debate entre o Legislativo e Executivo?


F. A – O prefeito, recentemente, deu uma entrevista dizendo que as duas chapas seriam base de apoio. Eu, particularmente, faço parte da base do prefeito Bocalom, assim como o presidente eleito, o vereador Raimundo Neném. Porém, isso não me impede de fiscalizar e cobrar. Talvez por isso que tenham surgido esses rumores. Mas estou tranquilo quanto a minha conduta, afinal de contas, cumpro meu papel enquanto parlamentar que é o defender e buscar solução para as demandas apresentadas pelo povo. O ponto aqui não é ser base ou não, mas representar de forma correta a população de Rio Branco.


J.O. – Já que estamos falando no Executivo, qual a avaliação que você faz da atual gestão municipal?


F. A – O Executivo tem deixado a desejar. Para se ter uma ideia, essa atual legislatura é líder absoluta em indicações apresentadas. Temos vereadores com bastante indicações e as respostas do Executivo são bem baixas. Eu, por exemplo, tenho quase 500 indicações apresentadas e somente algumas foram atendidas. Acredito que falta planejamento e compromisso com a população. Muitas demandas, pouca resolutividade.


Hoje, por exemplo, temos 610 ruas judicializadas ainda daquele problema do Ruas do Povo. Dois anos gestão e não tem nenhuma devolutiva da Prefeitura, governo ou Judiciário para saber o que podemos fazer para atender essa parte da população. Operação Tapa-buraco. Rio Branco precisa dessas melhorias com urgência e o que tem sido feito?


Lentidão na execução das obras. Um exemplo, aquela obra da Via Chico Mendes, está a praticamente cinco meses quando poderia ter sido executada em 30 dias. Agora imagina quanto tempo esse povo vai demorar em uma obra de grande porte? A prefeitura precisa dar agilidade e dar uma resposta rápida e certeira para a nossa população.


J.O. – A licitação para a construção da sede da Câmara de Vereadores de Rio Branco também se esbarrou nessa lentidão.


F. A – Isso mesmo. O projeto está há oito meses na licitação do município e somente agora que está sendo concluído, na fase da contratação. Pelo tempo, a obra já deveria estar com 30 a 40% e execução. A prefeitura precisa se organizar, se reunir, conversar entre seus secretários e planejar as execuções de forma mais eficiente e célere.


O município é grande, então, os secretários precisam estarem entrosados. Somente assim apresentarão um bom serviço a população. Se isso acontecer o prefeito vai conseguir fazer um bom trabalho nesses últimos dois anos.


J.O. – Recentemente, a Prefeitura sancionou o PL que concede isenção as empresas instaladas no Parque Industrial da Capital, do qual você foi o relator. Essa medida teria o condão de remova o ar das empresas que lá já estão e ainda abre margem para novas empresas se instalarem por lá e assim gerar emprego e renda na Capital?


F. A. – Acredito que exista outras formas e mais eficazes de gerar emprego e renda em Rio Branco. Para você ter uma ideia, cerca de 64 mil jovens com nível superior estão desempregados no Estado. Diante desses números, o Executivo estadual e municipal precisam trabalhar projetos voltados a garantir emprego.


Eu, por exemplo, apresentei um PL criando oportunidade ao primeiro emprego. São alternativas para que o município crie um banco de emprego para os jovens. O que precisamos é criar incentivos a empresários a contratar e se isso ocorrer por meio de isenção fiscal, que assim seja. O que não podemos mais é depender do Poder Público como gerador de emprego e renda.


Por esses tempos chegou na Câmara um PL incentivando abono fiscal a quem abrir vaga de emprego ao menor aprendiz. A sacada é essa. São essas políticas que o Executivo tem que incentivar.
Vamos debater políticas fiscais para que as empresas criem esse fluxo, que criem oportunidades e, consequentemente, aqueça nossa economia.


J.O. – Vereador faça um apanhando de suas ações ao longo dos dois anos como vereador de Rio Branco?


F. A. – Ao longo desses dois anos tivemos muitas ações. Trabalhamos muito pela população. Apresentei 483 matérias legislativas, sendo 422 indicações; 40 requerimentos Projetos de Lei (PL), dois Projetos de Resolução; seis Projetos de Decreto Legislativo (PDL); oito Propostas de Emenda à Lei Orgânica.
Trabalho diretamente com gestão pública e essa experiencia me proporcionou a participação em debates importantes dentro do parlamento municipal. Fui relator em projetos de relevância, a exemplo disso, LOA, LDO, PPA, Abono do Fundeb, PCCR dos servidores municipais, e mais recentemente a suplementação orçamentária para construção de creches municipais para crianças de zero a dois anos de idade e o REFIS 2022, que concede até 90% de desconto em juros e multas para que os empresários se regularizem junto ao Município.


Sou autor de lei que que estabelece 10% das vagas em estágios na administração municipal para pessoas com deficiência (PCD).


Destaco também o PL que cria o “Título de Guardião da Memória, do Patrimônio e da História de Rio Branco”, que está em tramitação; outro projeto propõe a criação de um Banco de Oportunidades Municipal denominado “Quero Trabalhar”, no qual será disponibilizado aos jovens treinamentos e cursos voltados ao primeiro emprego, em locais parceiros do Executivo.


Temos muito trabalho desenvolvido e no próximo ano não será diferente. Estaremos na linha de frente em busca do melhor ao povo de Rio Branco.


J.O. – Para finalizar nossas entrevista, quais as expectativas para 2023?


F. A. – Estamos em um momento novo no parlamento. Vou para o terceiro ano de meu primeiro mandato como vereador, agora como primeiro-secretário da mesa diretora. A responsabilidade diante do povo aumenta, pois além de buscar uma melhor qualidade de vida a população, estaremos também como administrador da Casa Legislativa, gerindo um orçamento de R$ 50 milhões.


Temos um compromisso com nossa população e servidores, e certamente vamos trabalhar para o desenvolvimento do nosso município. Que fique registrado que, juntamente com o presidente Raimundo Neném, vamos fazer um bom trabalho para a população.


O executivo vai caminhar dentro de projetos que também devem trazer melhorias e vamos cobrar isso. Será um ano de muito trabalho, mas com uma colheita certa e positiva.