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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Boca do Acre é a terceira pior cidade sustentável do Brasil, segundo instituto

Em se tratando de sustentabilidade ambiental, Boca do Acre sempre figurou em todas as pesquisas realizadas, por diferente órgãos e institutos, entre as piores. É rotina o município estar à frente no ranking de desmatamento e queimadas, dados que correspondem com a verdade, uma vez que a destruição da floresta, vista a olhos nus, sinalizada especialmente pela fumaça das queimadas, que ainda vai aparecer em 2022, e pelo que se sabe, pode ser uma das piores que já se viu.

Neste ano, mais um estudo foi divulgado e para não perder a dianteira como município problemático na área ambiental, Boca do Acre aparece entre as 10 piores cidades sustentáveis dentro os mais de 5 mil municípios de todo o Brasil.

É o que mostra o IDSC (Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades), ferramenta lançada nesta sexta-feira (8) para monitorar o engajamento regional com o tema.A iniciativa foi criada pelo ICS (Instituto Cidades Sustentáveis) e avalia a performance de todos os 5.570 municípios.

Com isso, o Brasil se torna o primeiro país do mundo a fazer esse acompanhamento, segundo o instituto.

O ranking utiliza como critério os ODS, que são os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável elaborados pela ONU em 2015. Trata-se de um chamamento global para enfrentar os principais desafios da humanidade, como redução da desigualdade, proteção do planeta e promoção da paz e da prosperidade.

Cidades menos sustentáveis

Cidade – Nota1º Santana do Araguaia (PA) – 30,102º Lábrea (AM) – 30,15*3º Boca do Acre (AM) – 30,71*4º Acará (PA) – 30,885º Cachoeira do Piriá (PA) – 30,956º Floresta do Araguaia (PA) – 30,987º Nova Esperança do Piriá (PA) – 31,048º Amarante do Maranhão (MA) – 31,109º Placas (PA) – 31,2310º Bom Jesus das Selvas (MA) – 31,36

A partir de metodologia criada pelas Nações Unidas, o IDSC atribui uma pontuação para cada município, calculada com base em dados públicos. Entre os cem indicadores observados estão as emissões de carbono, famílias inscritas em programas sociais, mortalidade infantil, acesso à internet nas escolas, e desigualdade salarial por gênero.

Cada variável é transformada em uma nota, que é usada para calcular a pontuação final, numa escala de 0 a 100. Quanto maior o valor, melhor o desempenho. Santana do Araguaia, no Pará, é a cidade com os piores indicadores do país (30,10).

Um dos fatores que mais pesaram na nota foi a escolarização. Apenas 8,8% dos jovens até 19 anos completaram o ensino médio. Além disso, o município tem uma taxa de feminicídio de 17,5 por 100 mil habitantes, sendo que o valor de referência é de 1 para cada 100 mil.