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sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Novas regras eleitorais favorecem mudanças na Aleac a partir de 2023 

O Legislativo acreano deve receber a maior mudança dos últimos tempos, a partir da próxima legislatura. Além das vagas de Roberto Duarte – Republicanos e Meire Serafim – União Brasil, que tentam uma vaga para a Câmara Federal, de Jonas Lima – PT, que anunciou que não vai disputar as eleições e de Jenilson Leite – PSB, que é pré-candidato ao governo do Estado, as mudanças na legislação eleitoral e a fraca atuação de alguns parlamentares, serão fatores de peso para a reeleição dos mesmos.  

Um exemplo claro é a situação dos deputados Neném Almeida, Fagner Calegário e André da Farmácia. Os três estão no Podemos, partido presidido pelo ex-presidente da Aleac, Ney Amorim, candidato derrotado nas eleições de 2018, que não conseguiu formar uma chapa competitiva.  

A expectativa é que o partido consiga legenda para garantir a reeleição de apenas um dos seus três atuais parlamentares. É que, além dos deputados com mandato, a sigla não tem nenhum outro nome com potencial de votos. Nos bastidores já se comenta que o trio vai cobrar a fatura do presidente Ney Amorim, que assegurou um partido forte e organizado, mas ficou apenas na promessa.  

No caso do Podemos, a situação é ainda mais grave porque, mesmo os três deputados trabalhando para alcançar uma boa votação, os três podem ficar sem mandato. É que a sigla não tem, além deles, nenhum nome com capacidade de conseguir votos para a legenda.  

Quem também está fazendo as contas são os parlamentares da Federação PT, PCdoB e PSB. Edvaldo Magalhães e Daniel Zen vão enfrentar nas urnas o ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, considerado por muitos, um candidato forte ao mais votado nas próximas eleições.  

Outro partido que vive uma indefinição é o Progressistas. Com cinco parlamentares – José Bestene, Nicolau Júnior, Ghelen Diniz, Maria Antônia e Manoel Moraes, a sigla vive a expectativa de conseguir reeleger pelo menos três nomes.  

A situação de outros partidos também não é diferente. Analistas políticos acreditam que a mudança na Aleac será de, pelo menos, 70% dos nomes. Com isso, a expectativa é que, a partir de 2023, pelo menos 17 novos deputados assumam uma cadeira na Assembleia Legislativa.   

Para esclarecer melhor para o leitor, é preciso lembrar que numa eleição proporcional, nem sempre se elegem os mais votados. Os eleitos são aqueles conseguem atingir uma certa quantidade de votos, no caso o quociente eleitoral. Dessa forma, um partido precisa ter um bom número de candidatos fortes.  

Vale lembrar que um partido precisa obter pelo menos 80% do quociente eleitoral para disputar cadeiras, as consideradas das sobras, que não forem preenchidas na primeira fase da divisão, no caso, os partidos que atingiram o quociente eleitoral.  

Essa será, com certeza a maior dificuldade de partidos, como o Podemos, por exemplo, que não tem uma chapa sólida.