A bancada federal acreana reuniu-se na quinta-feira, 28, em Brasília, com o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), George Pinheiro, além das diretorias das empresas Gol Linhas Aéreas e Latam Airlines Brasil. Na pauta, o valor das tarifas de transporte aéreo no país, sobretudo no trecho Rio Branco-Brasília.
No encontro, idealizado pelo deputado federal Alan Rick (União Brasil), destacou-se a necessidade de revisão da política de precificação de combustíveis, que reflete diretamente no preço das passagens. De acordo com as companhias aéreas, a precificação do querosene para aviação, que tem como paridade os preços internacionais que, por sua vez, têm como referência o preço do barril de petróleo e o dólar, potencializa a elevação dos custos das passagens de avião não apenas para o Acre, mas por todo o país, pois as duas bases (barril de petróleo e dólar) tiveram aumento significativo no último ano.
O secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, representando o governo, pontuou que “o Estado se colocou à disposição para, dentro do convênio existente, verificar o que pode ser melhorado quanto à redução do ICMS do querosene”.
E acrescentou: “propusemos, ainda, à Latam, que proceda com sua adesão ao benefício permitido pelo referido convênio”, disse o secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, que destacou também a possibilidade de adoção de outras medidas, em conformidade com o Confaz e a legislação estadual, visando colaborar para a redução do custo das passagens aéreas.
O deputado Alan Rick disse que a intenção do encontro foi colocar em discussão a situação da população do Acre com elevação dos preços. Ele ressaltou a proposta do governo acreano de reduzir ainda mais o ICMS para que as empresas possam oferecer um preço baixo para as passagens aéreas.
“Levamos o clamor do povo do Acre que sofre hoje com as tarifas mais caras do Brasil. Um trecho Rio Branco/Brasília ou Rio Branco/São Paulo chega a custar R$ 5 mil ou R$ 3,5 mil. O povo do Acre não merece ser tratado dessa maneira. As empresas aéreas trouxeram suas justificativas informando que com essa precificação do combustível de aviação, em termos internacionais, tem elevado o custo das passagens em todo Brasil”, destacou.


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