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sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Na Aleac, reajuste concedido aos servidores volta causar divergência entre deputados

Após divergências, os deputados estaduais decidiram, durante a sessão de terça-feira, 29, ampliar o debate em torno do PL de autoria do Executivo que concede 5,42% de reajuste aos servidores públicos. Também está em pauta a votação do auxílio alimentação de R$ 500 para quem recebe até R$ 4 mil e do auxílio alimentação de R$ 420 para os servidores da Educação. As propostas chegaram a Casa Legislativa na terça-feira, 29. 

Os deputados da oposição defendem um debate amplo antes de colocar a pauta em votação no plenário da Casa. “Não podemos votar esse PL sem fazer uma discussão intensa aqui. Não podemos votar reajustes sem trazer aos servidores os benefícios e valorização que merecem”, disse o deputado Jenilson Leite.

Já o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) questionou a forma como o Estado concede o auxílio alimentação. Ele defende o pagamento para todos os servidores de forma igual. “Quando se discute o auxílio, não se pode trabalhar o auxílio de forma discriminatória. O percentual não é para todo mundo e o auxílio não é para todos, e não é igual. O da Educação é menor que os outros. Não é para todos, não é universal e discriminatório. Na hora de votar o auxílio tem que ser para todos, sem discriminação”, frisou

O líder do governo na Aleac, deputado Pedro Longo (PV) pontuou que que existe reajuste que ao final totalizará mais de 40%. “É fácil fazer discurso para a galeria, mas quando chegar o final do mês e não ter dinheiro para pagar os salários? Temos que construir um equilíbrio”, disse ele.

A fala de longo foi corroborada pelo deputado Gehlen Diniz (PP). “Pena que na política a memória é curta. No meu entender, quem não paga servidor não pode criticar reajuste. O Governo do PT não pagou décimo terceiro, não pagou revisões. 5,42% é pouco, mas vocês têm a nossa palavra que vamos lutar pelo melhor”, disse Diniz.

Posteriormente, os parlamentares, juntamente com representantes de sindicatos, reuniram-se com os secretários Ricardo Brandão e Socorro Neri, da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, e Secretaria de Educação, respectivamente. 

Na oportunidade, a presidente do Sindicato em Trabalhadores da Educação (Sinteac), Rosana Nascimento defendeu que o valor do auxílio alimentação de R$ 420,00 a ser pago seja incorporado na remuneração. Porém, segundo o secretário Ricardo Brandão, torna-se impossível tendo em vista o formato da verba.

“Por ser verba decisória e se incorporada a remuneração, trará impacto ao Acre previdência. Os servidores estão debatendo os benefícios e ao nosso ver estamos conseguindo minimizar o impacto dentro do Acre previdência”, justificou o secretário.

A secretária Socorro Neri pontuou também que o reajuste aos servidores contempla 14.842 servidores: 8.188 efetivos e 6.754 temporários. “m impacto de três milhões de reais ao mês”, disse ela.

Por fim, o grupo decidiu encaminhar ao secretário de Fazenda, José Amarísio de Souza, um encaminhamento solicitando uma nova leitura sobre os gastos do Estado a fim de conceder um melhor reajuste a categoria.