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sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Hackers que invadiram site do Ministério da Saúde atacam site governamental de Portugal

Os hackers do Lapsus$ Group afirmaram ter invadido o sistema do Parlamento de Portugal neste domingo (30). O grupo é o mesmo que diz ter atacado o Ministério da Saúde em dezembro de 2021.

A suposta invasão teria sido no mesmo dia em que os portugueses foram às urnas para eleger os 230 integrantes da Assembleia da República, o Parlamento de Portugal.

O Lapsus$ também reivindicou outros ataques em Portugal, como ao maior conglomerado de mídia do país, a Impresa. O grupo citou a invasão ao Ministério da Saúde brasileiro em mensagem publicada sobre o ato deste domingo.

Os hackers dizem ter obtido “informações sensíveis relacionadas ao governo, informações pessoais de políticos, documentos dos partidos políticos, e-mails e senhas”. Eis a mensagem (em inglês):

Segundo o jornal digital português Expresso, o site do Parlamento ficou fora do ar durante 5 minutos. A Polícia Judiciária está investigando se realmente houve uma invasão aos sistemas.

O diretor do gabinete de comunicação na Assembleia da República, João Amaral, disse que “não existe neste momento qualquer evidência de que o site tenha sido atacado”. Afirmou que o departamento de informática “está fazendo correr todas as ferramentas para averiguar o assunto”. A declaração foi dada à agência Lusa.

Sites, aplicativos e bases de dados do Ministério da Saúde sofreram um ataque hacker em 10 de dezembro. Ao tentar acessá-los, uma mensagem assinada pelo Lapsus$ Group informava que “os dados internos dos sistemas foram copiados e excluídos”. Pedia contato para resgate das informações.

Além da página principal do ministério, outros portais geridos pela pasta também saíram do ar, como o ConecteSUS, Portal Covid e o DataSUS. Os hackers afirmaram ter obtido 50 terabytes de informações.

Parte dos sistemas foram restabelecidos ainda em dezembro, outros –como o Data SUS– só neste mês.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar o ataque hacker. O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República também está investigando a invasão.