“Hoje temos servidores da Saúde recebendo 70 reais por plantão, um valor que não dá pra comprar um sacolão, uma botija de gás. É fundamental que corrija essas distorções”. A frase é do deputado estadual Jenilson Leite (PSB) ao citar o Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) desses trabalhadores. Eles estão há mais de 20 anos sem progressões.
Em reunião na Assembleia Legislativa do Acre, na manhã de terça-feira, 21, os sindicatos que representam as categorias entregaram aos deputados estaduais uma minuta de Lei que trata da reformulação integral do PCCR. “Não se trata de aumento, mas da revisão e reformulação do plano que está defasada”, ressaltaram
Os representantes dos sindicatos buscam a valorização dos servidores, a criação de novos cargos, atualização da tabela de vencimentos e vantagens, bem como a fixação de novos percentuais e critérios para a progressão e promoção de carreira.
Jenilson lembrou que a cobrança da categoria trata-se de uma promessa do governador Gladson Cameli tanto no período eleitoral em 2018, bem como nas negociações para suspender o movimento de greve realizado pelos servidores no primeiro semestre do ano.
O governo comprometeu-se de até o dia 30 de setembro de atender as demandas dos trabalhadores, porém, há nove dias de encerrar esse prazo, de acordo com os representantes dos sindicatos, a equipe do governo ainda não se manifestou.
“Se não houver avanço haverá nova mobilização e eles não aguentam mais, mais de 12% das pessoas que morreram na pandemia eram servidores da Saúde, eles precisam ser valorizados”, disse Jenilson.
Líder do governo na Aleac, o deputado Pedro Longo pontuou que estará buscando o diálogo entre o Estado e os servidores. “Nosso papel é de mediação, e vamos fazer o que for necessário, mas tem dezenas de carreira na mesma situação e o que temos feito agora é a fase de diagnóstico porque a gente não sabe como vamos chegar em janeiro com a questão fiscal”, disse.


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