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quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Comissão debate situação de terras em Sena Madureira

Comissão debate situação de terras em Sena Madureira

Parlamentares que fazem parte da Comissão de Limites Territoriais se reuniram na manhã desta quarta-feira (8), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), para tratar de assuntos relacionados a terras que fazem parte de determinado município, mas seus habitantes usufruem de benefícios de cidades vizinhas.

O conflito diz respeito a uma área de terra que fica numa reserva em Sena Madureira e é ocupada por indígenas. Ocorre que apesar de estarem nesse espaço, eles são assistidos pelo município de Assis Brasil e os gestores desse município estão requerendo um repasse de verba pública federal por conta dos gastos realizados.

O deputado Nelson Sales (PV) explicou que a situação precisa ser resolvida o quanto antes, uma vez que os gestores de ambos os municípios estão dispostos a negociar. Destacou também que na hora de receber o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do governo federal, aqueles que gastam com moradores de cidades vizinhas acabam saindo no prejuízo.

“Na hora do cômputo da população, Sena Madureira é quem recebe o Fundo de Participação dos Municípios pela quantidade de habitantes, no entanto, é em Assis Brasil que eles buscam auxílio para saúde, educação, entre outros. O que iremos fazer é buscar a melhor solução entre os gestores e aplicá-la o quanto antes,” destacou.

A presidente da Comissão, deputada Leila Galvão (PT), destacou que essa mesma situação ocorre em outros municípios acreanos e que os parlamentares irão conversar com os respectivos prefeitos para buscar soluções.

“O que ocorre em Assis Brasil e Sena Madureira não é um fato isolado, temos visto isso em várias outras cidades vizinhas que requerem o recebimento de benefícios conforme o número de habitantes que atendem de outras localidades. Inicialmente iremos negociar com os gestores que aceitam essa mudança, que é o caso que estamos debatendo agora. Somente depois partiremos para conversas onde ainda há conflito sobre quem de fato é dono da terra ocupada”, finalizou a parlamentar. (Agência Aleac)