O servidor público identificado como Rodrigo da Silva foi afastado nesta quarta-feira, 2, do atendimento ao público da Unidade de Referência em Atenção Primária (Urap) da Vila Ivonete, em Rio Branco. O afastamento se deu dois dias após a denúncia de abuso de autoridade, feita pela psicóloga Sara Braga.
Segundo os relatos da psicóloga, na manhã da última segunda-feira, 31, o servidor a teria constrangido e impedido de realizar uma manifestação pacífica contra o presidente Bolsonaro, durante sua imunização da Covid-19. Ao levantar a placa com o “Fora Bolsonaro”, Sara conta que foi coagida por Rodrigo, que a impediu de fazer o registro fotográfico.

O caso repercutiu e gerou revolta nas redes sociais. Ao sair da unidade de saúde, a jovem registrou um boletim de ocorrência para investigação de crime de abuso de autoridade e ingressou com abertura de sindicância administrativa, além de ajuizar uma ação de indenização por danos morais, contra o Município de Rio Branco.
“Eu fico muito feliz de o caso não ter passado impune. Óbvio que em momento algum eu cheguei no posto para prejudicar alguém, eu só queria tomar a minha vacina e expressar a minha opinião. Mas, ele foi agressivo, me humilhou, impediu que eu me manifestasse pacificamente e, saber que ele vai responder por suas atitudes, me deixa em paz. Recebi muitas mensagens de mulheres me parabenizando pela postura. Infelizmente, esse tipo de situação contra mulheres é comum”, destacou Sara.
Investigação

Ao OPINIÃO o coordenador da Urap da Vila Ivonete, Emerson Berreza, explica que instituição está apurando o caso e não compactua com quaisquer atos de violência.
“A nossa unidade, juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde e o prefeito Bocalom, não compactua com esses atos. Claro que a gente tem que oferecer o direito a ampla defesa. Nós estamos elaborando um relatório, isso gera um pouco de tempo, porém, achamos melhor neste momento tirá-lo da linha de frente do atendimento ao público da Urap Vila Ivonete”, explica Emerson.
Até o final da investigação, o servidor acusado de censura, constrangimento e abuso de autoridade ficará atuando apenas na área administrativa, sem contato com o público. Segundo a direção, há indícios de que Rodrigo tenha mesmo “errado” e caso se confirme, ele responderá administrativamente.
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