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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
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Psicóloga denuncia censura de servidor público que a impediu de se manifestar contra Bolsonaro

A psicóloga Sara Braga, 29 anos, esteve na Unidade de Referência de Atenção Primária (Urap) da Vila Ivonete, em Rio Branco, na manhã desta segunda-feira, 31, para tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Quando chegou a sua vez de ser imunizada, foi impedida por um servidor, identificado como Rodrigo da Silva, de se manifestar pacificamente contra o presidente Bolsonaro.

“Enquanto o enfermeiro preparava a vacina, eu pedi para uma moça que também estava na fila, fazer fotos. Daí, quando levantei a minha plaquinha, com o Fora Bolsonaro, esse senhor veio para cima de mim. Com medo, baixei a placa e ele disse, ‘essa palhaçada aqui não’. Depois do susto, perguntei por que não poderia me manifestar, já que estava dentro do meu direito”, conta Sara.

Segundo a psicóloga, o homem alterou o tom de voz e quando ela tentou novamente fazer o registro, durante a vacinação, Rodrigo foi para cima da moça que estava com o celular e se prostrou diante da câmera.

Quando levantou a plaquinha, Sara foi coagida pelo servidor público (Foto: Arquivo Pessoal)

“Ele falou assim: ‘pode falar com quem quiser, eu não tenho medo, Rodrigo da Silva, trabalho há 28 anos aqui’. Depois dele discutir comigo, após a vacina, saí e ele foi me seguindo a até porta, soltando piadinha. Fiquei com muito medo”, relata Sara.

No momento da censura, Sara Braga acionou o pai, que orientou a filha a deixar o local. “Por segundos ele viria para cima de mim. Se eu tivesse ficado e discutisse, não sei mesmo o que poderia ter acontecido. Do jeito que ele veio para cima de mim, por causa de uma placa, que tinha Fora Bolsonaro. Eu estava no meu direito de me expressar. Após o corrido, quando o sangue esfriou, chorei muito. Ele foi agressivo, me humilhou na frente das pessoas”, relembra a jovem.

Justiça

Após deixar a unidade de saúde, Sara Braga registrou um boletim de ocorrência. De acordo com o advogado Thalles Vinicius Sales, que está trabalhando na defesa da vítima, o servidor público cometeu o crime de abuso de autoridade.

A psicóloga também denunciou o caso nas suas redes sociais

“Não há qualquer justificativa para o ato cometido pelo servidor público, ainda mais que a manifestação foi ordeira, pacífica. Sua atitude tem consequências nas esferas penal, cível e administrativa”, explica Thalles.

Além do BO, a defesa também solicitou abertura de sindicância e vai ajuizar uma ação de indenização por danos morais contra o Município de Rio Branco.