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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Bocalom nega que tenha feito acusações contra a ex-prefeita Socorro Neri

O prefeito Tião Bocalom (Progressistas), em entrevista coletiva na manhã de sexta-feira, 19, frisou que nunca fez acusações contra a ex-prefeita de Rio Branco, Socorro Neri. A rusga entre Neri e Bocalom teve início quando o atual prefeito questionou publicamente os contratos firmados entre o Executivo municipal e as empresas responsáveis pela contratação de garis e margaridas que realizam a limpeza da cidade de Rio Branco. 

“Não dissemos que ela roubou. Nunca citei o nome dela, e existem indícios da gestão e não pagaremos o que não é devido”, disse Bocalom ao frisar ainda que tem carinho pela ex-gestora. “Tenho um carinho especial por ela”.

O prefeito disse ainda que estará encaminhando toda a documentação acerca dos contratos firmados entre o Executivo municipal e as empresas para a Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades. 

“Não precisa a ex-gestora Socorro Neri entrar com pedido no Ministério Público ou Tribunal de Contas do Estado (TCE), pois nós mesmo iremos encaminhar a documentação e encaminhar à Polícia Federal”, comentou.

Bocalom afirmou que em dois meses de gestão, foi economizado mais de R$ 400 mil que eram pagos a mais pelas gestões anteriores

A entrevista do atual prefeito ocorreu um após Socorro Neri afirmar que o processaria, bem como o secretário da Zeladoria e o senador Petecão por conta das acusações feitas a ela.

Entenda o caso

A ex-prefeita de Rio Branco, Socorro Neri reuniu a imprensa na quinta-feira, 18, para tratar sobre os contratos firmados entre o Executivo municipal e as empresas responsáveis pela contratação de garis e margaridas que realizam a limpeza da cidade de Rio Branco.

Na oportunidade, Neri negou qualquer irregularidade nos contratos e, consequentemente, nos pagamentos. A fala de Socorro ocorre o prefeito Tião Bocalom apontar a gestão passada como responsável pelas supostas irregularidades nas licitações. O senador Sérgio Petecão (PSD) e o diretor da Secretaria Municipal de Zeladoria corroboraram as afirmações do progressista. 

Neri disse que solicitará uma auditoria pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para apurar os contratos, já que não sabe de que forma o levantamento foi feito pela equipe do atual prefeito. “Vou acionar os órgãos de controle para que uma auditoria seja feita nos contratos. Não admito que acusações levianas sobre minha gestão sejam feitas dessa forma, sem uma fiscalização isenta”, frisou.

A ex-prefeita lembrou ainda que sua gestão foi considerada pela Controladoria Geral da União (CGU) a 6ª mais transparente entre as todas as capitais do Brasil e esclareceu que nunca recebeu nenhuma denúncia sobre problemas com as terceirizações, já que a zeladoria sempre foi uma de suas mais elogiadas secretarias.

“Não sou eu quem estou dizendo, apenas. A CGU esclarece o que de fato foi minha gestão. Nunca recebi nenhuma denúncia de irregularidade sobre esses contratos. Pelo contrário, o trabalho dos garis e das margaridas sempre foi muito elogiado”, continuou.

Sobre as acusações de que os garis não estavam higienizando a quantidade de metros quadrados exigidos no contrato – o que justificaria o repasse de um valor menor às empresas -, Neri destacou que a responsabilidade pela fiscalização dos trabalhos realizados pelos zeladores deve ser feita pela atual gestão.

“O valor é compatível se levarmos em consideração o que é gasto com cada trabalhador. Se consideram que os zeladores não estão cumprindo com a quantidade de metros exigida no contrato, que fiscalizem, mas não fiquem procurando culpados, jogando a responsabilidade para a gestão passada. Enquanto fui prefeita, os nossos garis e margaridas estavam trabalhando normalmente, de forma muito competente e recebendo em dia, com o tratamento mais humanitário possível”.

Ainda de acordo com a ex-prefeita, sua gestão não ficou devendo nenhum centavo aos trabalhadores terceirizados e questionou que as medições eram compatíveis. “Pagamos todos os trabalhadores, inclusive 13 salário. Deixamos 72 milhões de saldo em caixa, além 153 milhões em contratos e convênios. Quanto às medições, a empresa disponibiliza os servidores e é a própria prefeitura que leva os trabalhadores para executar o serviço”.

Processo

Por fim, Socorro Neri disse que entrará com uma ação na Justiça contra o prefeito, o secretário e o senador Petecão por conta das acusações feitas a ela.

“Me acusaram de forma leviana, conhecendo a minha vida pessoal e profissional, sabendo que sempre fui muito transparente no exercício da minha função. Vou à justiça contra o prefeito Tião Bocalom, seu secretário e o senador Petecão. Isso é inadmissível”.