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quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Vereadores repudiam fala do diretor da Zeladoria contra garis e margaridas da Capital

O conflito envolvendo a tropa de choque do Bope e os garis e margaridas ocorrida na última segunda-feira, 15, na capital acreana, voltou a ser tema de debate na Câmara de Vereadores da Rio Branco, durante sessão virtual na quinta-feira, 18.

Os parlamentares criticaram as declarações do diretor de gestão da Secretaria Municipal de Zeladoria, Marco Antônio Cavalcante Vitorino, no qual afirmou durante entrevista a TV local que a ação policial foi correta tendo em vista que os manifestantes estavam criando “animosidade”. O gestor afirmou ainda que alguns dos trabalhadores possuía antecedentes criminais.

O vereador Emerson Jarude (MDB) disse que o comentário de Marco Antônio foi infeliz e que “Câmara de Vereadores não permitirá esse tipo de conduta contra a população de Rio Branco”.

Quem também repudiou a fala do gestor municipal foi a vereadora Lene Petecão (PSD). Ela disse que o secretário não foi indiscreto ao divulgar informações pessoais dos garis. “A divulgação desse tipo de informação em relação aos passados dos garis não poderia ocorrer, já que os trabalhadores fazem parte de um plano de ressocialização na sociedade”.

O vereador Raimundo Neném (PSB), por sua vez, cobrou do diretor uma retratação. “Esse tipo de conduta jamais poderá ocorrer. Como um gestor vem a imprensa dizer que a ação policial diante de uma manifestação pacífica foi necessária. E ainda coloca em xeque as pessoas. Ele deveria pedir desculpa a esses trabalhadores”, disse.

O vereador Ismael Machado (PSDB) chamou o diretor de “covarde” e ressaltou que a fala mostra arrogância e prepotência. “Essa afirmação do diretor da Zeladoria em relação ao passado dos garis é um fala discriminatória e preconceituosa. Uma fala covarde! Isso é mais covarde do que o spray de pimenta, que foram usados neles. Você é um covarde, diretor!”.