Dando sequencia a agenda realizada em Brasília na semana passada, o senador Márcio Bittar recebeu representantes da Família Azul do Acre (AFAC) em seu gabinete político na capital acreana. No encontro, onde estavam presentes o vice-governador Major Rocha e o presidente da entidade, Abrahão Púpio além de diretores estaduais da Família Azul, bem como dos municípios de Bujari, Senador Guiomard e Brasileia, foi debatido a importância de atendimento e tratamento adequado para os portadores do espectro autista.
O senador acreano, que também é o relator do orçamento da União, afirmou que desde o início de seu mandado tem destinado recursos para o estado e que continuará, com cerca de meio bilhão, desta feita com um olhar especial para os portadores de autismo.
Outro compromisso firmado por Márcio Bittar, na ocasião da reunião na capital Federal, é de alocar recursos extras à ministra Damares Alves (Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos), para que seja redirecionado na implementação de centros especializados em autismo nos municípios do Acre, nos moldes dos centros implantados nas cidades de Tarauacá e Cruzeiro do Sul, que estão sob a coordenação do médico intensivista Aldemar Mazinho, em convênio com as prefeituras destes municípios.
“A ideia é reduzir o déficit de vagas oferecidas pelo Estado e municípios quanto à terapia ocupacional, fonoaudiologa, psicologia, equoterapia, entre outros. O apoio do senador Márcio Bittar tem sido fundamental nessa luta, ele se mostrou sensível a causa do autismo em nosso estado e tem nos ajudado bastante”, disse Abrahão Púpio.
Major Rocha relembrou 2010, quando ele apresentou Abrahão Púpio à Família Azul. Em 2011 tentou por para votação no parlamento estadual a lei que criaria a política pública estadual à pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Mas por questões partidárias somente em 2015 foi aprovada e sancionada, na legislatura seguinte, mas sem efetivamente garantir os direitos, sendo um texto bastante principiológico.
“Nossa intenção, e para isso temos o apoio do deputado Luiz Gonzaga no parlamento estadual, é que possamos atualizar essa lei, deixando de se meramente conceitual e passando a ser garantista, ou seja, assegurando maior celeridade nos diagnósticos de casos suspeitos, tratamento adequado e específico na rede pública de saúde, medicamentos, entre outros”, afirmou o vice-governador.
O presidente da AFAC disse também que até a presente data ainda não foi feito o cadastro unificado garantido na lei em 2015, e agora reiterado por lei federal em 2020, visando que todos os autistas diagnósticados no Acre pelas redes públicas e particular, estadual e municipal, possam ser tabulados, organizados no aspecto biopsicossocial, e a partir disso se estabelecer políticas públicas adequadas à realidade de cada comunidade.
Marcio Bittar se comprometeu em articular a vinda da Ministra Damares Alves ao Acre e solidificar a instalação dos Centro de Tratamento e Integração Sensorial (CENTRINs), no máximo de municípios possíveis.
Recentemente a Família Azul apresentou a proposta aos prefeitos de Epitaciolandia, Brasileia e Bujari. (Gleydson Meireles)


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