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sábado, 4 de julho de 2026
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Policiais civis organizam manifestação em defesa da aposentadoria

Os policiais civis acreanos participam nesta terça-feira, 25, do Dia D em defesa da aposentadoria. O protesto acompanha o movimento nacional de todos os integrantes das forças policiais civis estaduais.

Em Rio Branco, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Acre (SINPOL/AC) montou um acampamento em frente do Palácio Rio Branco, no centro da cidade. Categoria debateu a paridade, a integralidade, a aposentadoria da mulher policial e a pensão por mortes

O presidente da entidade, Tibério César da Costa, antecipou que o próximo passo será uma grande mobilização em Brasília. “Será o foco: somos contra esta Reforma da Previdência”, explicou, acrescentando que foram excluídos os policiais civis, policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários. “Era uma promessa do governo que muitos estão achando agora uma traição. É uma das maiores injustiças com a segurança pública. Fomos apunhalados”, desabafou o dirigente, citando que foram poupados apenas os policiais militares e militares.

Entre outras questões debatidas pela categoria estão a paridade, a integralidade, a aposentadoria da mulher policial e a pensão por morte, além das promoções. Tibério considerou que a Reforma da Previdência para a população como um todo também é prejudicial e “beneficia apenas o sistema financeiro”.

Conforme um delegado que não quis se identificar, a atividade policial é diferenciada. “Trabalhamos com a vida do cidadão e com nossa vida. Os policiais saem todos os dias às ruas e não sabem se voltam para casa”, lembrou. O delegado observou ainda que os policiais costumam aposentar-se com doenças adquiridas ao longo da carreira. “Tudo de ruim da sociedade desemboca no policial que paga um preço muito caro junto com a família”, frisou.

O Presidente da Federação dos Policiais Civis da Região Norte (Fepolnorte), Itamir Lima, falou sobre a importância da manifestação e disse que a classe precisa de condições adequadas para um trabalho digno.

“É legítima a manifestação. Estamos querendo uma aposentadoria justa, uma pensão digna e que se iguale aquilo que foi oferecido às outras polícias. Nossa categoria selou uma parceria com o presidente, mas ele disse hoje que nada foi firmado. Isso é uma traição. Um caos pode ser instalado na segurança pública, caso não seja feito um acordo favorável”, enfatizou.