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sábado, 4 de julho de 2026
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‘Dificilmente teremos concurso no Brasil nos próximos anos’, diz Bolsonaro

A afirmação do presidente Jair Bolsonaro neste sábado, 22, de que dificilmente haverá concursos públicos no Brasil nos “próximos anos”, tendo em vista as restrições do orçamento público. É como um banho de água fria nos planos da concurseira, Ana de Souza, que está estudando há mais de um ano para um concurso federal.

O presidente afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, já decidiu restringir a realização de novos concursos para conter os gastos com pessoal do governo federal.

“Não vou desistir, mas não é uma notícia boa para nenhum concurseiro. Estamos vivendo dias difíceis”, comentou ela.

A declaração foi feita pelo presidente ao afirmar que não é o governo quem cria empregos. Segundo ele, o presidente poderia fazer isso apenas com concursos ou abrindo cargos comissionados na máquina pública, mas o caminho para reduzir as taxas de desemprego, afirmou, é estimulando o crescimento da economia brasileira por meio de investimentos privados.

Ele citou como um fator em favor disso especialmente a aprovação da reforma da Previdência, que tramita na Câmara dos Deputados. Ele também relacionou o aumento da violência ao desemprego.

“Em todas as minhas andanças pelo mundo, parece que a palavra mágica passou a ser reforma da Previdência. Muita gente quer investir aqui. E gente de dentro do Brasil. Estão esperando isso que virou algo mágico. Se a Previdência sair, voltamos a ter confiança e os investimentos virão. E atrás disso vem emprego. Pessoal cobra de mim. Emprego não sou eu. Eu emprego quando crio cargo de comissão ou quando faço concurso”, afirmou o presidente, logo após sair de uma revisão médica de rotina em Brasília.

Bolsonaro acrescentou que poucas áreas do governo estão autorizadas pelo Ministério da Economia a realizar concursos e citou as polícias Federal e Rodoviária Federal. Em março, o governo endureceu as regras para realização de concursos. Um decreto aumentou as exigências para órgãos do governo pedirem novas seleções de servidores estatutários. É preciso apresentar ao Ministério da Economia ao menos 14 tipos de informação para fundamentar o pedido, demonstrando, por exemplo, que as atividades não poderiam ser prestadas por equipes terceirizadas.

“Paulo Guedes decidiu basicamente que poucas áreas terão concurso, porque não tem como pagar mais. O problema é esse. A gente até gostaria em uma área ou outra. Abri uma exceção para a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Fora isso, dificilmente teremos concurso no Brasil nos próximos anos”, disse Bolsonaro. (Com informações O Globo)