Por Alejandro Fonseca Duarte*
Fotos de Marcos Vicentti
Celebra-se no dia 22 de março o Dia Mundial da Água, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992. Já em 2010 a ONU deu outro passo importante em defesa da preservação da natureza e da vida. Nesse ano, sua Assembleia Geral reconheceu o direito dos seres humanos à água limpa e potável e ao saneamento básico. Então, a água, nesse contexto, é um Direto Humano. Há um chamado para que governos e instituições disponibilizem recursos financeiros destinados à capacitação e à transferência de tecnologia para ajudar, especialmente, os países mais pobres quanto ao fornecimento de água limpa para beber e garantir o esgotamento das águas servidas. Isto significa água para uso pessoal e doméstico em condições seguras de utilização, o equivalente a saúde.
De 2005 a 2015 transcorreu a chamada Década para a Ação “Água para a Vida”, sucedida pela Década da Água para o Desenvolvimento Sustentável. Neste link http://www.un.org/waterforlifedecade/human_right_to_water.shtml, das Nações Unidas, há muitas informações importantes, como por exemplo, que o fornecimento de água deve ser suficiente e contínuo para cada pessoa e domicílio. Esses usos normalmente incluem bebida, lavagem de roupas, preparação de alimentos, higiene pessoal e doméstica. São necessários entre 50 e 100 litros de água por pessoa diariamente para garantir que as necessidades básicas sejam atendidas e que não haja preocupações com riscos à saúde, pois a água limpa estará livre de microrganismos e substâncias químicas que constituam uma ameaça.
Em relação com estas considerações vale apontar que o município de Rio Branco esteve entre os 20 piores do ranking de saneamento básico de 2017, segundo o Instituto Trata Brasil (http://www.tratabrasil.org.br/images/estudos/itb/ranking-2018/realatorio-completo.pdf).
Décadas se passaram e aparentemente fica mais longe alcançar o alcançável. Agora seria conquistar até 2030 os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável delineados pela ONU (https://sustainabledevelopment.un.org/?menu=1300). São desafios para um futuro melhor. Os objetivos são: 1) Acabar com a pobreza; 2) Acabar com a fome; 3) Propiciar saúde e bem-estar; 4) Garantir educação de qualidade; 5) Lograr a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres; 6) Fornecer água limpa e saneamento básico; 7) Dar acesso a energias renováveis; 8) Dispor de trabalhos decentes e crescimento econômico; 9) Garantir infraestrutura, industrialização, inovação; 10) Reduzir as desigualdades; 11) Construir cidades e comunidades sustentáveis; 12) Lograr consumos e produções sustentáveis; 13) Atender às mudanças climáticas; 14) Preservar os oceanos; 15) Preservar a biodiversidade; 16) Manter a paz, a justiça e as instituições fortes; 17) Realizar parcerias para alcançar os objetivos.
Sonhar com isto não é proibido; agora, atingir esses objetivos deixando as coisas como estão, como têm estado, como têm piorado, certamente acarretará décadas e mais décadas sem sucessos.
Um exemplo em relação com os Objetivos 3 e 6: tem-se observado, que nas duas estações do ano a população sofre de doenças devido às condições ambientais. Para piorar esta situação, aparentemente acontecem secas mais severas e temporadas chuvosas mais expressivas. A isso se associam a falta de abastecimento de água para algumas partes de Rio Branco e outros municípios, assim como as queimadas e fumaça, que afetam a saúde humana pela poluição do ar, bem como doenças veiculadas pela água. A responsabilidade não é do clima!
Conhecimentos sistematizados há tempo, demonstram que tais efeitos advêm da impermeabilização do solo e de outros efeitos provocados pela ação humana, tais como a ausência de infraestrutura e de ordenamento urbano.
Então, logicamente, para a solução do problema bastaria ordenar harmoniosamente as cidades, em termos de moradias, canalização adequada das águas pluviais, supressão das fontes de poluição dos rios e do ar. Tomar medidas necessárias, como por exemplo, não construir hidrelétricas e barragens, que ameacem ou impeçam o desenvolvimento da floresta e alaguem vias e rodovias de acesso interestadual e outras, que venham a prejudicar o ambiente natural ou construído. Betandreas bookmaker company encourages its customers in every way. Especially it concerns new players, who are just starting to get acquainted with the bookmaker. bet andreas The official website has all the necessary information to minimize the risks of losing significant amounts of money on sports betting.
A urbanização descontrolada provoca, o quê? -Provoca o que estamos vivenciando: impermeabilização do solo, redução na recarga de aquíferos, aumento do consumo de água, redução no leito dos rios, redução das vazões de estiagem, crescimento das vazões de pico, aumento na frequência de alagações, crescimento na concentração de poluentes, entre outros impactos (http://acrebioclima.net/7609-26052-1-PB_30102017_M.pdf).
Como não há o que comemorar e sim muito por fazer, haverá que somar esforços, superar distâncias, e construir cientifica e tecnologicamente correto: 2030 vem ai!
































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