O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou nesta última semana ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um pedido para que fosse retirado o sigilo da Petição 15.645 relacionada aos processos que envolvem o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Segundo o magistrado, o documento possuiria “elementos essenciais” para o julgamento da PET 16.662.
A petição envolve a suposta relação do ex-controlador da instituição bancária com Alexandre de Moraes e será julgada nesta terça-feira (15) no STF.
Nesta segunda-feira (14), a PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou-se favoravelmente ao pedido. O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, em manifestação enviada a Fachin, afirmou que o conteúdo da petição deve ser disponibilizado aos integrantes da Corte.
Segundo informações do R7, Hindenburgo afirmou que a petição reúne elementos relevantes para que os ministros tenham acesso a todos os fatos relacionados ao tema que será analisado pelo STF. Na manifestação, ele também explicou que a PGR não incluiu a PET em seu parecer anterior porque desconhecia sua existência.
O que dizem os relatórios da PF sobre Alexandre de Moraes
De acordo com informações do R7, a Polícia Federal concluiu, nos relatórios produzidos durante a investigação sobre o Banco Master, que Daniel Vorcaro teria buscado interlocução com o ministro Alexandre de Moraes para tratar de assuntos relacionados à instituição financeira.
Entre os pontos apurados, estão supostos pedidos de intervenção em favor do banco e de apoio para evitar medidas que poderiam atingir a empresa.
A perícia identificou que Vorcaro utilizava um procedimento específico para enviar as mensagens. Em vez de digitá-las em um aplicativo de conversas, ele escrevia o conteúdo em um bloco de notas do celular, capturava a tela e encaminhava a imagem ao contato registrado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
As investigações também apontaram que esse contato passou a utilizar, em 17 de setembro de 2025, o recurso de mensagens temporárias, configurado para apagar automaticamente o conteúdo após 24 horas. Mesmo com essa configuração, os peritos encontraram vestígios da comunicação durante a análise do aparelho.


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