A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a criação e a divulgação de uma lista online elaborada por estudantes do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, que classificava colegas em categorias de conotação sexual. O caso levou a instituição de ensino a registrar um boletim de ocorrência e denunciar o conteúdo à plataforma onde ele foi publicado.
A apuração está sob responsabilidade da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), que busca identificar os responsáveis pela criação e disseminação da lista, além de apurar eventuais responsabilidades dos envolvidos.
Lista classificava estudantes com expressões de conotação sexual
A chamada “tier list” dividia estudantes em categorias com conotação sexual e depreciativa, utilizando expressões como “GOAT” (“melhor de todos os tempos”, em inglês), “Comeria no lucro”, “Bêbado vai”, “Me arrependi depois” e “Nem olharia”.
Segundo as investigações, o conteúdo circulou entre alunos da instituição e motivou denúncias que chegaram às autoridades.
Além de identificar quem criou a lista, a Polícia Civil pretende esclarecer como o material foi compartilhado e qual foi o alcance da divulgação.
Escola registrou boletim de ocorrência
Em nota, o Colégio Cruzeiro informou que adotou medidas imediatas após tomar conhecimento do caso. A instituição registrou boletim de ocorrência, comunicou os responsáveis pelos estudantes envolvidos, denunciou o conteúdo à plataforma responsável — que retirou a publicação do ar — e passou a oferecer apoio às alunas e às famílias.
A escola também reafirmou que repudia qualquer conduta que exponha ou constranja estudantes e destacou seu compromisso com a manutenção de um ambiente escolar seguro, ético e respeitoso.
Instituição é referência no ensino privado
Fundado em 1862, o Colégio Cruzeiro é uma das instituições particulares mais tradicionais do Rio de Janeiro, com unidades no Centro e em Jacarepaguá.
Reconhecido pelo ensino bilíngue com tradição alemã, o colégio figura entre as escolas privadas de melhor desempenho acadêmico do estado. As mensalidades variam, em média, entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, conforme a etapa de ensino.
Investigação continua
Até o momento, a Polícia Civil não informou se houve identificação dos estudantes envolvidos nem se haverá responsabilizações. As diligências prosseguem com a coleta de depoimentos, análise de provas e notificação da plataforma utilizada para a criação da lista.
O caso segue sob investigação e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das apurações.


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