A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira (8), uma nova operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de localizar armas, munições, acessórios e documentos relacionados ao armamento registrado em nome do ex-presidente.
A diligência ocorre após divergências sobre o paradeiro de parte do arsenal que deveria ter sido entregue à Polícia Federal por determinação judicial.
Após acompanhar a operação, o advogado João Henrique de Freitas, responsável pela defesa de Bolsonaro, afirmou que os agentes não encontraram qualquer material durante a busca.
Segundo o defensor, a localização de todas as armas já havia sido informada anteriormente às autoridades competentes.
“Acabo de sair da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro após acompanhar mais uma busca e apreensão da Polícia Federal, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. Resultado: nada foi encontrado”, afirmou o advogado.
Freitas também criticou a realização da medida e classificou a operação como “lamentável”, afirmando que um ex-presidente da República não deveria ser submetido a esse tipo de ação.
Entenda o motivo da nova operação
A decisão de Alexandre de Moraes está relacionada ao cumprimento das medidas impostas durante a manutenção da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro.
No último dia 3 de julho, o ministro determinou a suspensão do porte de armas, o cancelamento dos registros de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) e a apreensão de todo o armamento registrado em nome do ex-presidente.
A ordem judicial também previa a entrega de 11 armas, além de munições, acessórios e documentos correspondentes.
Divergência sobre o paradeiro das armas
De acordo com a defesa, duas armas já haviam sido entregues anteriormente em cumprimento a outra determinação judicial. As demais oito estariam armazenadas em instalações do Exército Brasileiro.
No entanto, o Batalhão de Polícia do Exército informou que conseguiu entregar apenas seis armas à Polícia Federal.
Segundo o Exército, outras duas armas que constavam no cadastro não estavam sob sua guarda no momento do cumprimento da decisão.
A divergência entre as informações apresentadas pela defesa e pelo Exército motivou a nova diligência autorizada por Alexandre de Moraes para esclarecer o paradeiro dos armamentos.
Investigação continua
Até o momento, a Polícia Federal não informou ter localizado as armas consideradas pendentes nem divulgou novos detalhes sobre o andamento da investigação.
Com a conclusão da busca na residência do ex-presidente sem apreensões, as apurações seguem para esclarecer a localização dos armamentos e verificar o cumprimento integral das determinações judiciais.


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