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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Instrutores presos por morte em salto de rope jump dizem não lembrar quem deveria checar a corda

Os três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, afirmaram à Polícia Civil que não se lembram de quem era a responsabilidade por instalar e conferir a corda de segurança antes do salto.

A estudante morreu após ser lançada da Ponte do Esqueleto, na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, sem estar conectada ao equipamento de segurança durante a prática de rope jump.

Imagens gravadas por testemunhas registraram o momento em que a jovem é erguida e lançada pelos instrutores sem estar presa à corda de proteção.

Caso é investigado como homicídio com dolo eventual

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando há a assunção do risco de provocar a morte de alguém.

Dos seis responsáveis pela realização do evento, três permanecem presos. Segundo os investigadores, eles foram os responsáveis por conduzir o salto de Maria Eduarda.

Instrutores afirmam que não havia divisão fixa de funções

Em depoimento, um dos presos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, informou que o grupo cobrava R$ 180 por salto e que não existia uma divisão fixa de responsabilidades dentro da equipe.

Segundo ele, a conferência dos equipamentos era feita de forma compartilhada pelos integrantes do grupo.

“Às vezes a gente não coloca, outro confere, outro confere, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem e vê se está certo. Era mais ou menos isso”, afirmou em depoimento.

Questionado se havia sido o responsável por instalar o equipamento ou fazer a checagem final no salto de Maria Eduarda, o instrutor respondeu que não se lembrava.

Outro preso, Maicon Fernandes Cintra, também confirmou que participava das verificações de segurança, mas declarou não se recordar se realizou a conferência específica do equipamento utilizado pela estudante.

Defesa diz que instrutores estão em estado de choque

O advogado dos três presos afirmou que os clientes estão em estado de choque e não conseguem explicar como a falha aconteceu.

Segundo a defesa, os profissionais atuavam há anos na área de esportes radicais e nunca haviam se envolvido em um acidente semelhante.

Polícia investiga desaparecimento de câmera

Além de apurar as circunstâncias que levaram à morte da jovem, a Polícia Civil também investiga o desaparecimento de uma câmera que estaria com Maria Eduarda no momento do salto.

O equipamento ainda não foi encontrado e poderá se tornar uma peça importante para esclarecer o que aconteceu antes do acidente.

Sepultamento

O corpo de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi sepultado neste domingo (14), em Jandira, na Grande São Paulo, sob forte comoção de familiares e amigos.

A investigação segue em andamento e a polícia ainda aguarda novos laudos periciais para definir todas as responsabilidades pelo acidente que terminou na morte da estudante de 21 anos.

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