A senadora Soraya Thronicke (PSB) criticou publicamente o religioso Frei Gilson após a repercussão de uma pregação em que ele afirma que a mulher “nasceu para auxiliar o homem”.
A fala voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias e reacendeu o debate sobre misoginia, interpretação bíblica e o papel da mulher na religião.
O que disse Frei Gilson
Durante uma pregação com o tema “Mulher, Mãe e Esposa”, realizada há cerca de 10 meses e que voltou a viralizar, o religioso cita o trecho de Gênesis 2:18: “Não é bom que o homem esteja só; vou fazer para ele uma auxiliar que lhe seja adequada”.
Na sequência, ele afirma: “Aqui você já começa a entender qual é a missão de uma mulher. Ela nasceu para auxiliar o homem”.
Na mesma fala, Frei Gilson também declara que a mulher foi criada para curar a solidão do homem, critica o que chama de “empoderamento” feminino e defende que o homem exerce papel de liderança na relação. Ele ainda afirma que a chamada “guerra dos sexos” seria “ideologia pura”.
Repercussão nas redes
O trecho ganhou força após ser compartilhado pelo jornalista Guga Noblat, que criticou o conteúdo e classificou o religioso como “padre redpill”.
Segundo ele, esse tipo de discurso pode reforçar visões que privilegiam homens e contribuir para a reprodução de violência contra mulheres.
Reação da senadora
Soraya Thronicke comentou o caso nas redes sociais e chamou o religioso de “falso profeta”.
“Mais um falso profeta. São freis, padres, pastores, pais de santo, políticos e etc. usando o nome de Deus em vão”, escreveu.
Ela também afirmou que a fala infringe o terceiro mandamento bíblico, que trata do uso indevido do nome de Deus.
Em outra publicação, a senadora reforçou a crítica: “Nasci em berço católico e posso dizer que esse frei não me representa. Ele já passou de todos os limites possíveis de intolerância religiosa e misoginia. Espero que nossa Igreja Católica tome providências”.
Interpretações divididas
Defensores de Frei Gilson afirmam que a fala foi retirada de contexto e que ele expressou uma interpretação tradicional da Bíblia, baseada em papéis complementares dentro do casamento.
Já críticos avaliam que o discurso coloca a mulher em posição subordinada e reforça visões consideradas machistas.
A polêmica segue repercutindo e dividindo opiniões entre religiosos, especialistas e internautas nas redes sociais.


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