Israel intensificou os ataques contra o Irã nesta sexta-feira (27), com bombardeios direcionados a estruturas estratégicas na capital Teerã e em outras regiões do país, ampliando a tensão no Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos, sob liderança do presidente Donald Trump, decidiram adiar por dez dias o prazo para uma possível ofensiva contra o setor energético iraniano.
Bombardeios atingem estruturas militares
De acordo com as Forças Armadas israelenses, os ataques tiveram como alvo instalações ligadas à produção de armamentos, especialmente mísseis balísticos.
Além da capital, também foram atingidas áreas no oeste do Irã, incluindo lançadores e depósitos de armamentos. Explosões ainda foram registradas no sul de Beirute, região associada ao grupo Hezbollah.
Negociações e pressão internacional
Os ataques ocorrem em meio a tentativas de negociação por um cessar-fogo, mediadas por países como o Paquistão. O conflito atual teve início no fim de fevereiro, após ações conjuntas envolvendo forças americanas e israelenses.
Apesar das conversas diplomáticas, o cenário segue instável, com ações militares simultâneas e ameaças diretas entre os envolvidos.
Críticas internas em Israel
A estratégia do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem sido alvo de questionamentos dentro de Israel. O líder da oposição, Yair Lapid, criticou a condução das operações, apontando falta de planejamento e recursos adequados.
O porta-voz militar Effie Defrin também reconheceu a necessidade de reforço nas tropas em meio à intensificação dos combates.
Irã responde com ataques e ameaças
Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado mísseis e drones contra alvos militares e energéticos em Israel e em países do Golfo que abrigam bases americanas.
Registros de ataques foram feitos em portos no Kuwait, incluindo Shuwaikh e Mubarak al-Kabeer, com danos materiais, mas sem confirmação de vítimas.
Autoridades iranianas também ameaçaram atingir locais que abriguem militares dos EUA na região, elevando ainda mais o nível de alerta internacional.
EUA adiam decisão sobre ofensiva energética
Enquanto isso, o governo dos Estados Unidos decidiu adiar até o dia 6 de abril o prazo para uma possível ação contra infraestruturas energéticas iranianas.
A decisão ocorre em meio a pressões diplomáticas e à tentativa de ampliar o envolvimento internacional nas negociações, incluindo discussões com líderes do G7.
O secretário de Estado Marco Rubio participa de reuniões na Europa para buscar apoio e discutir alternativas para garantir a estabilidade em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, essencial para o transporte global de petróleo.


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