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terça-feira, 28 de julho de 2026
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CPMI do INSS chega à fase final sob embate político entre governo e oposição

A fase final da CPMI do INSS tem sido marcada por forte embate político entre governistas e oposicionistas, que disputam a condução e o conteúdo do relatório que investiga fraudes bilionárias contra aposentados.

A comissão se reuniu nesta sexta-feira (27), no Senado Federal, para a leitura e discussão do parecer elaborado pelo relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O documento, que reúne milhares de páginas, prevê cerca de 228 indiciamentos.

Caso haja pedido de vista, a votação pode ser adiada para sábado (28), último dia de funcionamento do colegiado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impediu a prorrogação dos trabalhos.

Disputa sobre conteúdo do relatório

Nos bastidores, parlamentares da base do governo demonstram desconfiança em relação ao teor do relatório e não descartam rejeitá-lo caso identifiquem viés político.

O deputado Rogério Corrêa (PT-MG) defendeu a elaboração de um documento técnico e afirmou que o grupo governista prepara um relatório alternativo, com mais de 170 indiciamentos e novos pedidos de investigação.

Segundo o parlamentar, o prejuízo causado pelas fraudes pode ultrapassar R$ 6 bilhões, afetando diretamente aposentados e pensionistas. Ele ressaltou que o governo precisou ressarcir parte das vítimas e agora busca responsabilizar os envolvidos.

Oposição tenta vincular escândalo à esquerda

Do outro lado, a oposição intensifica o discurso de responsabilização política. O senador Márcio Bittar (União-AC) classificou o caso como um grave episódio de corrupção e defendeu a punição dos responsáveis.

O parlamentar também criticou a atuação de instituições como o STF e o próprio Senado, cobrando uma resposta mais firme diante do escândalo.

Prazo apertado aumenta tensão

A pressão sobre a comissão aumentou após o STF derrubar, por 8 votos a 2, a decisão do ministro André Mendonça que permitiria a extensão do prazo da CPMI.

Com isso, os integrantes do colegiado correm contra o tempo para concluir os trabalhos. A expectativa do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), é que o relatório final seja votado ainda nesta sexta-feira.