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sábado, 4 de julho de 2026
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Com quase R$ 10, Pauini tem a gasolina mais cara do Brasil

Um levantamento com base em dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), do Procon-AM e de plataformas de monitoramento aponta que a formação de cartéis e as dificuldades logísticas estão entre os principais fatores para a forte desigualdade nos preços da gasolina no Amazonas.

No interior do estado, o litro da gasolina comum já chega a R$ 9,80, como em Pauini — atualmente o maior valor registrado no levantamento.

Na outra ponta, o menor preço identificado foi de R$ 6,49, em Careiro. A diferença entre o maior e o menor valor é de R$ 3,31 por litro, o que representa uma variação superior a 50%. Na capital, Manaus, o litro custa, em média, R$ 6,98, segundo os dados mais recentes.

O preço médio da gasolina no Amazonas é de R$ 7,31, o segundo mais alto do país. Municípios como Eirunepé (R$ 9,00), Urucurituba (R$ 8,20) e Apuí (R$ 8,16) também aparecem entre os mais caros do estado.

Em Pauini, o cenário se repete com o gás de cozinha. O botijão de 13 quilos é vendido, em média, por R$ 165, valor bem acima da média nacional, estimada em R$ 110,38.

No ranking estadual, Boca do Acre e Parintins registram o mesmo valor para o litro da gasolina: R$ 7,49.

Especialistas apontam que a formação de cartéis e o alto custo da logística estão entre os principais responsáveis pelos preços elevados. A baixa concorrência também impacta o valor final ao consumidor. Moradores relatam que, em alguns municípios, poucos empresários concentram a venda de combustível, o que favorece aumentos sucessivos.

Grande parte do combustível que abastece o interior do estado chega por transporte fluvial, o que encarece o frete, o armazenamento e amplia o tempo de deslocamento.