A declaração do pastor Silas Malafaia, em entrevista ao colunista Paulo Capelli, trouxe à tona as dificuldades enfrentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para consolidar sua candidatura à Presidência da República em 2026. A avaliação é de que o líder evangélico apenas explicitou uma resistência que já existe dentro do próprio campo bolsonarista.
O primeiro grande desafio do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro é convencer aliados e a base política de que seu nome possui viabilidade eleitoral e força suficiente para disputar o Planalto. Internamente, Flávio não é unanimidade, cenário que se agrava quando o olhar se volta para partidos do centro e da centro-direita.
Resistência e negociação com o centrão
Mesmo com gestos para ampliar o diálogo, o senador enfrenta obstáculos para se tornar um nome competitivo. A estratégia passa por negociações diretas com o centrão, ainda que isso exija concessões políticas significativas.
Recentemente, Flávio Bolsonaro se reuniu com lideranças de peso, como Antônio Rueda, presidente do União Brasil, e Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas. Nos bastidores, cresce a expectativa de que o eventual vice na chapa presidencial saia da Federação União Progressista, formada pela união das duas siglas.
Para ampliar as chances eleitorais, o senador também tem buscado aproximação com outras legendas, como MDB, Podemos, PSDB, Novo e partidos de menor expressão. A avaliação entre aliados é de que o sucesso dessa articulação será decisivo para tirar a pré-campanha do campo das intenções e dar musculatura nacional ao projeto, que ainda é visto como tímido em vários estados.


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