Defesa de Bolsonaro pede cirurgias urgentes e prisão domiciliar por agravamento de quadro de saúde
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para transferi-lo ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de dois procedimentos cirúrgicos considerados urgentes por sua equipe médica. O pedido também reforça a solicitação de prisão domiciliar humanitária, sob alegação de que o estado de saúde do ex-presidente é incompatível com a manutenção do encarceramento na Superintendência da Polícia Federal.
Segundo o relatório apresentado pela defesa, Bolsonaro enfrenta um quadro de soluço incoercível prolongado, refratário aos tratamentos já testados, além de piora de uma hérnia inguinal unilateral. Os médicos afirmam que as condições têm comprometido sono, alimentação, respiração e rotina diária.
O laudo recomenda a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico, procedimento indicado para casos graves e persistentes de soluços. De acordo com os médicos, todas as alternativas menos invasivas já foram tentadas sem melhora significativa. A infiltração anestésica, segundo o relatório, é necessária “de imediato”, por causa do impacto direto na qualidade de vida do paciente.
Além disso, o ex-presidente apresenta dores intensas e desconforto decorrentes da hérnia inguinal, agravados pelos episódios repetidos de aumento de pressão abdominal causados pelos soluços. O tratamento recomendado é uma herniorrafia inguinal convencional, que exige anestesia geral e internação por até uma semana.
Preso desde 22 de novembro na sede da PF em Brasília, Bolsonaro já passou por diversas cirurgias desde a facada sofrida em 2018, incluindo procedimentos no intestino, correção de hérnias e intervenções para tratar complicações como aderências e obstruções intestinais. Em 2025, foi diagnosticado com câncer de pele e precisou retirar lesões.
A defesa sustenta que o conjunto das condições clínicas reforça a necessidade de transferência hospitalar imediata e de substituição da prisão por regime domiciliar, alegando risco à integridade física do ex-presidente.


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