Lixo acumulado, ruas intrafegáveis e lama escorregadia desafiam o dia a dia de dezenas de famílias; moradores afirmam que a Prefeitura iniciou obras de manutenção, mas abandonou o serviço pela metade.
A comunidade do bairro Samambaia, em Boca do Acre, vive uma rotina marcada pelo descaso do poder público e pela falta de infraestrutura básica. Segundo relatos de moradores, o cenário é de caos e abandono, com ruas tomadas pela lama e acúmulo de lixo em diversos pontos.
Um dos moradores, que procurou a redação para relatar o problema, afirmou que o serviço de coleta de lixo deixou de ser realizado há vários dias e que o maior transtorno se concentra nas vias do bairro. Ele denuncia que a Prefeitura chegou a iniciar um trabalho de manutenção nas ruas, mas não deu continuidade, deixando a situação ainda pior.
“Eles vieram, rasparam a rua e tiraram a piçarra. Ficou só o barro, a tabatinga, que é lisa e grudenta. Agora, mais de cinquenta crianças têm dificuldade até para sair de casa e ir à aula por causa da lama”, lamentou o morador.
A chamada “tabatinga”, como é conhecida na região, é um tipo de solo argiloso que, quando molhado, se torna extremamente escorregadio e pegajoso, tornando o deslocamento quase impossível, especialmente para estudantes, idosos e trabalhadores.
Ainda segundo o morador, vídeos e fotos da situação são constantemente enviados ao secretário municipal de Obras, mas nenhuma resposta ou solução concreta foi apresentada até o momento.
“A gente manda os vídeos, mostra a realidade, mas parece que ninguém se importa. É como se o bairro Samambaia não existisse”, desabafou.
Enquanto isso, o lixo se acumula nas esquinas, atraindo insetos e mau cheiro, e o barro transforma as ruas em armadilhas, onde moradores e veículos enfrentam enormes dificuldades para trafegar.
A população pede atenção urgente do poder público municipal, cobrando o retorno da coleta de lixo e a conclusão do serviço de manutenção que foi interrompido.
“A gente não quer luxo, só quer o básico: poder sair de casa sem se sujar todo de lama e viver em um bairro limpo”, resumiu o morador.
Por: Agostinho Alves




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