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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Ciro Gomes foi preso? Saiba o que motivou pedido de prisão da advocacia do Senado

Informações de que o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) pode ser preso começaram a circular após a Advocacia do Senado Federal protocolar um pedido de prisão preventiva contra ele na última quinta-feira (4).

Ciro é acusado de reincidir em ataques contra a prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias (PT), ex-senadora e suplente do ministro da Educação, Camilo Santana. Apesar do pedido de prisão por violência política de gênero, ele não foi preso, mas deve responder sobre o processo.

O pedido foi apresentado na última quinta-feira (4), dentro de uma ação penal eleitoral do Ministério Público Eleitoral. A defesa de Ciro informou que vai contestar a medida nesta segunda-feira (8). O espaço do portal ND Mais segue aberto para manifestações.

Senado pede prisão de Ciro Gomes após declarações polêmicas

A polêmica teve início em abril de 2023, quando Janaína assumiu a vaga de Camilo Santana no Senado. Na época, Ciro se referiu a ela como “assessora para assuntos de cama do Camilo” e “cortesã”.

Em maio deste ano, o TJ-DFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) condenou o ex-ministro a pagar R$ 52 mil de indenização à petista.

Ciro Gomes notícias hoje: novas declarações reacenderam a crise

Mesmo após a condenação, Ciro voltou a atacar Janaína em entrevistas recentes. Em agosto, afirmou que ela “recrutava moças pobres e de boa aparência para fazer o serviço sexual sujo do senhor Camilo Santana”.

Para a Advocacia do Senado, isso caracteriza reincidência e coloca em risco a integridade da prefeita. Além da prisão, o órgão sugeriu medidas alternativas, como proibir Ciro de citar Janaína, manter distância mínima de 500 metros e não ter qualquer contato com ela.

Reações da prefeita Janaína Farias (PT) e da defesa

Durante um evento do PT, no último sábado (6), a prefeita disse que as novas ofensas foram “ainda mais graves” e que prejudicam sua imagem em Crateús. “Ele queria atacar uma pessoa, não ataca, mas ataca a mim. Covardemente”, declarou.

Já a defesa de Ciro Gomes afirmou que a ação tenta “criminalizar um discurso político” e restringir a liberdade de expressão do ex-ministro. O advogado Walber Agra também negou violência política de gênero e disse que Ciro critica “critérios não-republicanos para a escolha de cargos no Ceará”.

Fonte: NDMais