Os alunos do Centro de Educação de Tempo Integral Elias Mendes da Silva vivenciaram uma experiência marcante durante uma visita na quinta-feira (4) ao “aterro controlado” da região, que hoje se transformou em um preocupante lixão a céu aberto. A atividade, realizada no âmbito da disciplina de Educação Ambiental e Sustentabilidade do Amazonas, teve como objetivo principal conscientizar os estudantes sobre os graves problemas ambientais enfrentados pelo município.
Durante a visita, os alunos puderam observar de perto a realidade desoladora do local. O que deveria ser um aterro controlado, seguindo as normas de preservação ambiental, se transformou em um verdadeiro depósito de resíduos a céu aberto. O lixão de Boca do Acre perdeu completamente suas características de preservação, tornando-se uma fonte de poluição ambiental e um grave risco para a saúde da população local.

Os estudantes ficaram impressionados ao constatar a agressão que o lixão causa ao meio ambiente e à saúde das pessoas que residem nas proximidades. Em vez de serem enterrados de forma adequada, os resíduos são queimados diariamente, gerando uma intensa poluição do ar, do solo e do lençol freático. Essa prática irresponsável contribui para a propagação de doenças respiratórias e para a contaminação dos recursos hídricos, comprometendo a qualidade de vida da comunidade local.
Outro detalhe evidenciado pela visita educativa ao lixão, foi que não existe nenhum tipo de controle e separação do resíduo sólido, ou seja, a coleta seletiva, com separação do lixo orgânico e inorgânico não faz parte da gestão daquele começou como um aterro controlado e posteriormente se tornou um amontado de lixo sem controle, cuja a finalidade é poluir e degradar o meio ambiente.
No retorno para a escola, os alunos pararam na entrada da cidade e fizeram a seguinte observação: “A entrada do lixão está mais limpa do que a entrada da cidade”. Uma crítica bem-humorada, mas que reflete a realidade, uma vez que o pórtico de entrada de Boca do Acre tem exuberância de lixo espalhado, além de restos de animais, deixando o ambiente além de sujo, bastante fétido.
Diante da realidade alarmante observada durante a visita, os alunos do CETI Elias Mendes da Silva demonstraram um forte senso de conscientização e engajamento na busca por soluções para os problemas ambientais enfrentados por Boca do Acre. Eles reconheceram a importância de adotar práticas sustentáveis em suas vidas cotidianas e de cobrar das autoridades locais medidas efetivas para combater a degradação ambiental.


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