Premiado como Melhor Ator em Filme de Drama no Globo de Ouro, realizado na noite de domingo (11), em Los Angeles, o ator Wagner Moura criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao comentar o período da ditadura militar no Brasil.
Durante entrevista após a premiação, o ator afirmou que o país ainda convive com os reflexos do regime autoritário e associou o governo Bolsonaro a esse legado histórico. “A ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira. Tivemos, entre 2018 e 2022, um presidente de extrema-direita, fascista, que representa os ecos desse período”, declarou.
Wagner Moura tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama no Globo de Ouro. Ele foi reconhecido pela atuação em O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, e também aparece entre os cotados para uma indicação ao Oscar.
O filme é ambientado no Recife, em 1977, e retrata a história de um professor universitário que tenta escapar da perseguição política durante a ditadura militar.
O diretor Kleber Mendonça Filho também fez críticas ao ex-presidente durante o evento. Segundo ele, Bolsonaro foi “epicamente irresponsável” ao governar o país e afirmou que o cinema pode ser uma ferramenta para expressar inquietações sociais e políticas.
A conquista do longa-metragem também foi celebrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que destacou a importância do filme para manter viva a memória sobre a violência do regime militar e a resistência do povo brasileiro.
Veja o vídeo:
🚨 Wagner Moura, ao vencer o Globo de Ouro na categoria melhor ator, fala sobre Bolsonaro:
🗣️“De 2018 a 2022, tivemos um presidente de extrema direita no Brasil/fascista que é a manifestação física dos ecos da ditadura.” pic.twitter.com/DmD3AR0izR
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) January 12, 2026


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