O bocacrenses parece que definitivamente perdeu o medo da pandemia. Não se sabe se movido pelos números que demonstram diminuição nos infectados e aumento dos curados, ou pela falta de respeito ao próximo, ou o desejo incontrolável de sair do isolamento social, que na verdade nunca existiu.
As observações acima, carregadas de dúvidas, se justificam pela imagem de mais um fim de semana com praia lotada. Crianças, adolescentes, jovens, adultos, pessoas de meia idade e até pessoal da equipe de comunicação da Prefeitura de Boca do Acre frequentam a área de lazer, que neste momento deveria estar proibida.
Os profissionais da Saúde alertam mais uma vez para os números e dizem que a vitória só será concretizada com responsabilidade social. Mas estamos longe de ver uma população consciente, menos ainda um poder público que faça cumprir os decretos por ele assinados.
A praia fica lotada, os bares também, campos de grama sintética têm praticantes de futebol sem usar máscaras, sem higiene, com contato, festinhas em casa, e uma série de outras atitudes que futuramente poderá ter a conta cobrada.
92% de curados
Apesar de toda a preocupação, os números continuam melhorando. Segundo último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, já são 92%de pessoas curadas, o que em número significa que dos 662 casos confirmados, 609 obtiveram a cura.
Essa porcentagem faz Boca do Acre atingir o menor nível de infectados (diferença entre confirmados e curados), desde o pico da pandemia, no mês de maio, quando 177 pessoas estavam infectadas e transmitindo a doença. Hoje essa quantidade é de apenas 53 pessoas.
Donos de casa de festa reclamam
Quem tem demonstrado revolta com a situação são os donos de casas de festas, que estão a mais de 120 dias com as portas fechadas e reclamam de não terem como auferir renda. “A praia fica livre para todo mundo frequentar, os bares estão abertos, tudo está liberado, menos nós”, disse Alexandre Sena, do Bar da Tieta.
Sena disse que entende que o isolamento social é fundamental para controlar o vírus, mas ele lembra os números de curados que crescem dia após dia, além de Boca do Acre não obedecer aos decretos de isolamento social e do funcionamento de serviços essenciais.
Alexandre reclama que os critérios devem ser mais justo e funcionar para todos e não somente para uns, e outros, não.


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