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sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Vereadores atendem mães de jovens que ficaram com sequelas após vacina HPV

As mães das meninas que apresentaram reação a vacina do Papiloma Vírus Humano (HPV) foram recebidas pelos vereadores de Rio Branco nesta quinta-feira, 21. Durante o encontro o grupo relatou aos parlamentares que a situação das meninas se agrava a cada dia e que até o momento ainda não existem nenhum diagnóstico, o que impossibilita o tratamento correto.

De acordo com outra mãe, as meninas estariam sendo impedidas de se matricular nas escolas devido o estado de saúde. “Já não bastasse estarem debilitadas física e emocionalmente, nossas filhas agora estão sendo impedidas de estudar. As escolas não querem mais aceitá-las devido às convulsões. E se pedimos auxílio, dizem que temos que recorrer à Justiça, pois não podem nos ajudar. É desesperadora toda essa situação”, falou Bruna Alita, mãe de Sabrina, que também passou a ter reações após tomar a vacina.

As mães argumentam ainda que muitos médicos não acreditam nos relatos delas e que devido isso estão encontrando dificuldade em solucionar a questão. “Os médicos não acreditam em nós. Já fui chamada até de louca. A falta de respeito conosco ocorre a toda hora. Recorremos ao Estado, mas nada foi feito de concreto até agora. Muito pelo contrário. Continuamos sem poder fazer exames e com grande dificuldade em adquirir os remédios devido à falta na rede pública”, disse Leila.

A proposição foi da vice-presidente da Casa Legislativa, vereadora Lene Petecão (PSD).

“O que nossos filhos estão passando é muito injusto. Levei minha filha para vacinar e prometi a ela que seria um ato para protegê-la, mas agora minha filha está doente em cima de uma cama. A saúde dela tem se agravado. Vivemos com medo de perder nossos filhos. Será que o poder público ainda não conseguiu mensurar a nossa dor, nosso desespero”, questionou Leila Grarciene, mãe de uma das meninas que apresentou reações à vacina.

Ao se solidarizar com as famílias presentes, o presidente da Câmara de Rio Branco, vereador Antonio Moraes (PT) declarou que o Poder Legislativo daria suporte na construção de um novo diálogo entre o grupo de pais, Executivo Municipal e Estadual.

“Sugiro a criação de uma comissão, a ser formada por pais e vereadores, para dar início a uma nova tratativa entre governo e prefeitura. Precisamos avançar nesse debate. É mais do que justo que as famílias tenham respostas sobre o que de fato aconteceu. Se foi a vacina que acarretou os problemas de saúde nos filhos, que os culpados sejam responsabilizados. Se não foi a vacina, que seja dada a resposta adequada”, disse Moraes.

Atendendo ainda as sugestões dos vereadores Rodrigo Forneck (PT), Jackson Ramos (PT), N. Lima (PSL), Artêmio Costa (PSB) e Eduardo Farias (PCdoB), a comissão debaterá a criação de uma associação para dar encaminhamento às demandas das vítimas. “Através dessa associação cada familiar poderá pleitear na Justiça uma resposta para o que está acontecendo com suas filhas”, disse o Forneck.

Artêmio Costa, Eduardo Farias e N. Lima pontuaram que de imediato fosse realizada uma reunião com o governador Gladson Cameli (PP) e a prefeita Socorro Neri (PSB) a fim de solucionar a questão dos exames e recebimento de remédios pelas vítimas.

“O que precisamos é que, com urgência, seja feito um cadastro de todas as meninas que estão passando por situação e que elas possam ter prioridade no atendimento nas unidades de saúde, bem como na distribuição dos remédios. Outro ponto a ser debatido é o das escolas. Acredito que uma conversa com o secretário de Educação possa resolver.

Por fim, a vereadora Lene Petecão (PSD) pontuou que esteve em Brasília nessa semana conversando com a senadora Mailza Gomes sobre os casos registrados no Acre.

“A senadora se comprometeu em fazer um levantamento a nível nacional e, posteriormente, realizar uma audiência pública em Brasília, com a presença de representantes do Ministério da Saúde, Ministério Público Federal. Vamos apertar o cerco agora. Queremos uma resposta para o que está acontecendo e vamos até o fim para obtê-la”, finalizou.