*Ainda tem vida útil
O vereador Eduardo Farias (PCdoB) apresentou a mesa diretora da Câmara de Rio Branco, na sessão de ontem, 14, uma Indicação sugerindo à prefeitura o reaproveitamento do material que será substituído no processo de modernização e melhoria da iluminação pública de toda a capital acreana.
São aproximadamente 38 mil pontos de iluminação pública que passarão pela troca dos equipamentos; que vão desde lâmpadas de led, braços de suporte, reatores, relés e luminárias. De acordo com Farias, o material ainda está em perfeita condição de uso e podem ser reaproveitados nos ramais da Capital que ainda não possuem nenhum tipo de iluminação.
“Estou construindo essa Indicação desde o recesso. Estive visitando alguns ramais, Associação de Produtores, Safra, Secretaria da Zeladoria, prefeitura, enfim, a fim de viabilizar essa ideia. Recentemente, aprovamos um projeto de financiamento para melhorar a iluminação pública de Rio Branco. Muita coisa vai ser mudada. Portanto, por esse material ainda ter vida útil, sugiro que a prefeitura não realize o descarte, mas que os direcione as localidades que não tem iluminação”.
Farias cita os ramais do Belo Jardim, Transacreana, Aquiles Peré, Custódio Freire, Polos Geraldo Fleming, Hélio Pimenta, Benfica, dentre outros. “Tem muita gente morando nessas localidades. Muitas das vezes esses ramais são escuros. Dessa forma, minha indicação é que esse material que for substituído nesse processo de eficiência energética seja reutilizado nos ramais do Cinturão Verde de Rio Branco”.
O parlamentar, também em pronunciamento na sessão de ontem, 14, falou sobre o possível acréscimo no fardamento das escolas estaduais do RH sanguíneo. Para Farias, o decreto do governo do estado não terá benefício nenhum, apenas trará custo aos pais dos alunos.
“Exigir que alunos da rede estadual tenham os uniformes contendo informações sobre o tipo do RH é totalmente desnecessário, tendo em vista que, todo sangue antes de ser transfundido, é feito uma contraprova para saber se é compatível. Portanto, aquela informação no farda, do ponto de vista prático, não tem serventia nenhuma”, disse.
E acrescentou: “Acredito na boa intenção do secretário de Educação, bem como do governo do estado, mas peço que ambos revejam o decreto porque, como frisado antes, do ponto de vista prático não tem utilidade. Apenas trará custo aos pais desses alunos, por mais que seja irrisório, não deixa de ser um custo. Em tempos de crise, o acréscimo de valores é sempre uma medida que deve ser evitada”.


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