Por Tião Vitor
O vereador Célio Gadelha (PSDB) retirou sua assinatura na Comissão Especial de Inquérito (CEI) que se propunha investigar a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emurb). Durante sua fala, o parlamentar disse ter assinado o documento por impulso e justificou seu atual afirmando que já há uma investigação em curso a respeito que está sendo realizada pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).
“O que está sendo feito pelo Gaeco terá o mesmo efeito que uma CEI. Manter uma CPI, neste caso, será jogar dinheiro fora”, justificou o parlamentar. “Não estou aqui para ajudar a resolver problemas de empresários com a municipalidade. Estou aqui para defender os interesses dos munícipes”, acrescentou Célio Gadelha.
Durante sua fala, Gadelha foi interpelado pelo colega João Luz (MDB) que perguntou se ele havia negociado com a prefeita Socorro Neri para retirar o seu nome da CPI, conforme havia sido negociado na imprensa nesta quarta-feira. Luz foi o propositor da CEI.
Célio Gadelha retrucou afirmando que jamais negociou com quem quer que seja algum benefício para mudar seus posicionamentos políticos.
A CEI da Emurb foi proposta pelo para apurar supostas fraudes em licitação da naquela empresa. De acordo com Luz, há indícios de compras superfaturadas de britas e pagamento ilegal à empresa vencedora da licitação em mais de R$ 1 milhão.
A Câmara de Rio Branco conta com 17 vereadores. Para que a CEI possa ser instalada, é necessária a assinatura de seis parlamentares. João Marcos Luz (MDB), Emerson Jarude (sem partido), Sandra Asfury (PSC), N. lima (PSL) e Lene Petecão (PSD). Com a saída de Célio Gadelha, a proposta agora deve ser arquivada, já que nenhum outro parlamentar se propôs a legitimar a CEI.


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