Uma mulher na presidência da OAB Acre

Thalles Vinícius de Souza Sales

Neste ano teremos eleições na OAB. Sem querer antecipar o debate sobre nomes, que vai ocorrer no momento oportuno, neste Dia Internacional da Mulher acredito que é importante refletir: nunca tivemos uma mulher na Presidência da OAB/AC.

Claro que as mulheres sempre tiveram posições de destaque na OAB/AC: na Vice-presidência, na Tesouraria, no Conselho Federal, no Conselho Seccional, e à frente de Comissões. E dentre as várias conquistas, a paridade de gênero para as eleições também foi muito importante no ano passado.

Não obstante, seria de um simbolismo enorme ter uma mulher à frente da instituição. É bom relembrar que o Acre foi o primeiro Estado do Brasil a ter uma mulher como Governadora, Iolanda Fleming.

Recentemente, tivemos uma mulher como Prefeita da capital, Socorro Néri. Hoje temos mulheres chefiando o Ministério Público e o Tribunal de Justiça: Kátia Rejane e Waldirene Cordeiro, sem contar que já tivemos Naluh Gouveia como Presidenta do Tribunal de Contas.

Além disso, duas mulheres comandam importantes associações de advogados e advogadas em nosso Estado: Larissa Chaves na ABRACRIM e Gracileidy Bacelar na ABA.

Então, acredito que este seria um ótimo momento para a advocacia acreana fazer história, elegendo a sua primeira mulher como Presidenta, seguindo o exemplo das demais instituições democráticas. Nomes bons para essa função, temos vários.

Espero, de coração, que alguma advogada coloque o seu nome à disposição para essa disputa. Eu já sou um grande entusiasta dessa ideia!


Advogado OAB/AC 3625