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sábado, 13 de junho de 2026
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Um ano sem respostas

Hoje completa um ano do brutal assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ainda com muitas perguntas sem respostas, sendo as principais delas: Quem mandou matar Marielle? Qual a motivação?

Mulher negra, bissexual, socióloga, mestra em administração pública, cria da favela da Maré no Rio de Janeiro, militante de direitos humanos, foi eleita vereadora pelo PSOL com 46.502 votos em 2016. A vereadora seria anunciada em 2018 pelo partido como candidata a vice-governadora do Rio na chapa do também vereador Tarcísio Motta.

Marielle congregava papéis que uma sociedade conservadora e heteronormativa rejeitam veementemente. Entretanto, despontava como uma das maiores lideranças políticas do Brasil por militar em questões centrais para as mulheres e para população negra.

Ela dizia que ocupar os espaços de poder era fundamental para reduzir as desigualdades. Temas como feminismo, violência contra as mulheres, ativismo político, racismo, eram centrais na sua atuação. Foi crítica da intervenção federal no Rio, crítica às ações das milícias no estado, bem como criticava e denunciava constantemente abusos policiais e violações aos direitos humanos.

Na última terça-feira, a força-tarefa que investiga o caso afirmou que o policial reformado Ronnie Lessa atirou contra a vereadora e que o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz dirigia o carro que perseguiu Marielle. Contudo, o caso não se encerra, apenas foi dado o primeiro passo para obtenção das respostas de quem mandou matar e o porquê.

Estamos certos de que ela incomodaria vários segmentos da sociedade com a sua representatividade e que a não resolução desse crime é um sério golpe ao Estado Democrático de Direito.