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terça-feira, 28 de julho de 2026
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Trump faz ameaça dura ao Irã e fala em destruição de “civilização inteira” em meio à escalada do conflito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom das declarações contra o governo do Irã nesta terça-feira (7), ao afirmar que o país pode enfrentar uma destruição sem precedentes em poucas horas. A fala ocorre às vésperas do prazo final para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em publicação oficial, Trump indicou que o cenário de guerra pode se intensificar rapidamente, classificando o momento como decisivo. Segundo ele, apesar de não desejar o pior desfecho, há uma possibilidade concreta de escalada do confronto.

Ameaças e clima de tensão

O presidente norte-americano utilizou sua rede social para comentar o avanço do conflito e criticar o regime iraniano. Ele destacou que a situação atual pode representar um dos momentos mais críticos da história recente.

O clima de tensão aumentou após Trump mencionar o resgate de pilotos dos Estados Unidos, após a queda de um caça em território iraniano. Na ocasião, ele já havia sugerido a possibilidade de ataques de grande escala.

Irã reage e convoca população

Em resposta às declarações, autoridades iranianas iniciaram uma mobilização nacional. A televisão estatal convocou a população a formar correntes humanas em torno de estruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes.

O secretário do Conselho Supremo da Juventude, Alireza Rahimi, fez um apelo direto para que civis participem da proteção desses locais. Já o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de cidadãos estariam dispostos a se mobilizar diante da ameaça externa.

Segundo o governo iraniano, mais de 14 milhões de pessoas teriam se voluntariado para ações de defesa.

Prazo para reabertura do Estreito de Ormuz

O ultimato estabelecido pelos Estados Unidos prevê a reabertura do Estreito de Ormuz até às 21h (horário de Brasília) desta terça-feira (7). A região é considerada estratégica por concentrar uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.

Até o momento, não há indicativos de avanço diplomático entre as partes. Enquanto isso, moradores enfrentam o temor de novos bombardeios e da intensificação dos combates, em um cenário de incerteza e risco crescente.