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terça-feira, 23 de junho de 2026
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Trump ataca show de Bad Bunny no Super Bowl e chama apresentação de “tapa na cara” dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o show de intervalo do Super Bowl, protagonizado por Bad Bunny, e classificou a apresentação como uma “afronta à grandeza americana”. A reação foi publicada nas redes sociais após o cantor porto-riquenho fazer história ao se tornar o primeiro artista a se apresentar inteiramente em espanhol no evento esportivo mais assistido do país.

Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio, levou ao palco uma performance marcada por referências à cultura latino-americana, o que gerou repercussão política imediata. Para Trump, o espetáculo não representou os “valores de sucesso, criatividade e excelência” dos Estados Unidos.

Em uma série de postagens, o presidente afirmou que o show foi “absolutamente terrível” e criticou tanto o idioma quanto a coreografia apresentada. Segundo ele, “ninguém entende uma palavra do que está sendo cantado”, além de considerar a dança “inapropriada para crianças”.

Trump também classificou a apresentação como um “tapa na cara” do país, alegando que o evento esportivo estaria sendo usado para promover pautas desconectadas da realidade americana. O presidente ainda atacou a imprensa, afirmando que a mídia tradicional elogiaria o show por estar “desalinhada com o mundo real”.

Show exalta identidade latina e carrega mensagem política

A apresentação de Bad Bunny foi amplamente interpretada como uma manifestação cultural e política, especialmente diante da postura dura do governo Trump em relação à imigração. Durante o espetáculo, o artista celebrou a diversidade da América Latina e destacou que os Estados Unidos são apenas uma das nações do continente.

O repertório incluiu sucessos como “Tití Me Preguntó”, “BAILE INoLVIDABLE”, “NUEVAYoL” e “DtMF”, além da participação de convidados de peso. Lady Gaga dividiu o palco em uma performance especial, enquanto Ricky Martin reforçou a homenagem à identidade latina.

Conhecido por letras críticas ao imperialismo norte-americano, Bad Bunny já declarou que evita realizar shows nos Estados Unidos por receio de ações da polícia de imigração. O discurso apresentado no Super Bowl foi visto como uma resposta direta às políticas migratórias defendidas por Trump.

Ao final do show, o cantor afirmou “Deus salve a América” e, em seguida, citou países de todo o continente, do norte ao sul, em um gesto simbólico que reforçou a mensagem de que a América vai além das fronteiras dos Estados Unidos.