A investigação da Polícia Civil sobre a morte de Débora Ester de Bizi Dambros, de 24 anos, revelou novos detalhes do feminicídio ocorrido no Oeste de Santa Catarina. Segundo os investigadores, o crime foi motivado pela separação do casal e pela decisão da vítima de iniciar uma nova fase da vida em outro estado.
De acordo com a polícia, o marido da jovem, de 30 anos, não aceitava o fim do relacionamento e matou Débora dentro da residência onde os dois ainda moravam, no município de Xaxim.
Separação teria motivado o crime
Segundo a investigação, Débora e o suspeito mantiveram um relacionamento por cerca de 12 anos, mas estavam em processo de separação.
A jovem havia iniciado um novo relacionamento e retornou à casa apenas para retirar seus pertences antes de seguir para outra cidade.
Para a Polícia Civil, esse momento foi o estopim para o feminicídio.
Apesar da motivação apontada, os investigadores informaram que não existiam registros anteriores de boletins de ocorrência, agressões ou medidas protetivas envolvendo o casal.
Crime aconteceu na presença dos filhos
Conforme a investigação, o feminicídio ocorreu no dia 20 de julho, por volta das 18h.
Débora foi morta por asfixia, utilizando um golpe conhecido como “mata-leão”.
Os dois filhos do casal, de 2 e 8 anos, estavam na residência no momento do crime.
Segundo a polícia, durante a agressão a vítima chegou a chamar por uma das crianças, mas o suspeito gritou para que os filhos permanecessem dentro do quarto.
Após o assassinato, ele levou as crianças para a casa do pai e iniciou a tentativa de ocultar o crime.
Mensagens foram enviadas para simular que vítima estava viva
A investigação revelou que, após matar a esposa, o suspeito utilizou o celular da vítima para enviar mensagens a familiares e pessoas próximas.
O objetivo era fazer parecer que Débora havia viajado para encontrar o novo companheiro.
No dia seguinte, ele ainda registrou um boletim de ocorrência comunicando o suposto desaparecimento da esposa.
Acidente foi forjado para ocultar o feminicídio
Segundo a Polícia Civil, o marido contou com a ajuda do pai para transportar o corpo de Débora até uma ponte na SC-283, em São Carlos.
No local, os dois lançaram o veículo da vítima no rio para simular um acidente de trânsito.
Inicialmente, o caso foi tratado como uma saída de pista seguida da queda do automóvel na água.
No entanto, exames periciais demonstraram que Débora já estava morta antes de o veículo ser lançado no rio, desmontando completamente a versão apresentada pelos suspeitos.
Suspeitos confessaram participação
Após o avanço das investigações e o cumprimento dos mandados judiciais, o marido da vítima e o pai dele confessaram participação no crime.
Os dois permanecem presos preventivamente e poderão responder por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.


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